pintura

quinta-feira, dezembro 20, 2012

SETE, QUESTIONANDO IDENTIDADE






à tua procura ,sim!

ângelo







prece


esboço para novas preces


quinta-feira, dezembro 06, 2012

“Seven, questioning identity | Sete, questionando a identidade”



 “Seven, questioning identity 



“SEVEN” EM EXPOSIÇÃO NA OFICINA CULTURAL DO POLITÉCNICO DE VIANA
nota de imprensa

“Sete é um número simbólico, um número sagrado, perfeito e poderoso, mas também uma provocação! Cinco foram as mulheres artistas selecionadas e dois homens artistas”, revela Genoveva Oliveira, Curadora da Exposição que a Oficina Cultural do Instituto Politécnico de Viana do Castelo [IPVC] inaugura no próximo dia 13 de dezembro, às 21h30.
“Com a mostra “Seven, questioning identity | Sete, questionando a identidade” não pretendemos repetir a ideologia falocêntrica, mas não queremos que a MEMóRIA se perca, a memória de séculos de um voto de silêncio a que as mulheres foram remetidas em vários campos da sociedade, nomeadamente na arte”, explica ainda a Curadora a propósito desta nova exposição.
Andrea Inocêncio, M. João Franco, Clotilde Fava, Leonel Torcato, Manuel Lima, Belmira Seco e Isabel Lima são os artistas cujas histórias das suas obras estarão em exibição na Oficina Cultural do IPVC.
“Utilizamos narrativas de provocação, de crítica e de reflexão. As práticas curatoriais feministas, reveladas através da exposição anunciam um sentido crítico sobre o poder patriarcal e a importância da mulher na arte”, salienta Genoveva Oliveira.
“As vertentes artísticas utilizadas que estarão em exposição vão desde a instalação à pintura, tapeçaria, fotografia e vídeo. Os relatos constroem-se com diferentes vozes femininas e masculinas e nessa construção constante e pragmática necessitamos dar voz ao “invisível”, , descreve ainda.
Para Genoveva Oliveira, o conceito central da Exposição leva á reflexão do “feminismo enquanto uma teoria e prática de defesa do equilíbrio entre género defendendo um conceito holístico da arte numa sociedade que pratique a igualdade. Esta exposição apresenta-se com um sentido crítico de desconstrução onde sobressaem as narrativas sobre a violência de género, raízes culturais africanas e o corpo enquanto identidade”, sublinha.
“Seven, questioning identity | Sete, questionando a identidade” é organizada pela Escola Superior de Educação do Politécnico de Viana, numa produção da Oficina Cultural e estará patente até ao dia 13 de janeiro, podendo ser visitada todos os dias, incluindo aos fins de semana, das 09h00 às 22h00.

INFORMAÇÕES À IMPRENSA
Curadora da Exposição
Prof. Doutora Genoveva Oliveira – Telm.: 962 932 268



quarta-feira, dezembro 05, 2012

Colectiva na ARC 16 / Faro

A Arc 16 Galeria abre as novas instalações 
 a 8 de Dezembro pelas 18.30 h
na Rua de São Luis   em Faro




preces
óleo s/tela
97x130 cm

esboço para novas preces
tecn. mista s/tela
 100x81 cm

sábado, setembro 08, 2012

capa para livro antológico de Bernardo Santareno





Capa para antologia da obra de Bernardo Santareno
a editar por www.todasasmusas.org
Universidade de Literatura de São Paulo /Brasil

terça-feira, junho 19, 2012

A Cor e o Espaço segundo os arquitectos Miguel Ângel e Elodie


Maria João Franco
serie " o tempo de o senso e o ser" I

El proyecto de Miguel Ángel y Elodie se ha hecho famoso.

Barcelona/ Espanha

nota: as cores da casa foram concebidas segundo a paleta da obra



sábado, maio 26, 2012

22 de Maio de 2012



José Benzinho entrega Medalha de Prata a Maria João Franco
http://www.facebook.com/media/set/?set=a.3223641676871.2121323.1441376757&type=3




segunda-feira, abril 30, 2012

Noticias e recortes

“No meu silêncio vejo-te em palavras” marca o regresso a Leiria da pintora Maria João Franco, que expõe até 22 de maio no Edifício Banco de Portugal. Maria João Franco (fotografia: Sandra Costa/CML) Há uma década que a pintora, com 40 anos de carreira, não expunha em Leiria, onde nasceu e onde viveu vários anos. Filha do ator e dramaturgo Miguel Franco, Maria João Franco aproveita a exposição para, simultaneamente, fazer uma homenagem ao pai e encerrar um ciclo do seu trabalho, durante o qual refletiu sobre a Guerra do Iraque e suas consequências. Fotografias da inauguração da exposição no Edifício Banco de Portugal aqui.

terça-feira, abril 17, 2012

no meu silêncio vejo-te em palavras _inauguração

Esta exposição tendo como dia de abertura é dedicada a meu Pai
MIGUEL FRANCO ,
cuja vida e obra foi revivida nas alocuções de
Luis Capinha, Guilherme Valente,meus amigos de infâcia e adolescência,amigos da casa,
que viveram intensamente a actividade pessoal e artística de meu Pai.
Ainda Graça Teixeira fez uma notável intervenção em favor da divulgação da obra de MIGUEL FRANCO,sugerindo ainda a publicação de uma antologia, da responsabilidade da Imprensa Nacional.
A todos os intervenientes abraço com a maior gratidão e amizade.

Dr. Raul Castro,Presidente da Câmara Municipal de Leiria, Maria João Franco e Luís Capinha



Dr.Raul Castro,Maria João Franco e Dr. Guilherme Valente
Guilherme valente,Maria João Franco e Fernanda Sal

Rui Portugal,Marília Figueiredo,Maria manuela (Mané) ,Maria João Franco e Lena Boavida
Rosário Varela,Maria joão Franco e Dr Gonçalo Lopes ,Vereador do pelouro da Cultura da C. M. Leiria

André Pedro e Dr. Genoveva Oliveira
José Paulo Teixeira,dr. Gonçalo Lopes e Maria João Franco
Maria João Franco, Dr. Raul Castro e Dr. Guilherme Valente
Fotos cedidas pela fotógrafa Sandra Costa de C. M. de Leiria

Maria João Franco
franco.mariajoao@gmail.com
http://www.facebook.com/maria.j.franco

www.miguel-lino.blogspot.com
www.casamarela5b.blogspot.com

quinta-feira, março 22, 2012

no meu silêncio,vejo-te em palavras

BREVE VIAGEM

PELA OBRA DE MARIA JOÃO FRANCO

Não é fácil falar da obra de Maria João Franco,

mesmo para quem julga conhecê-la na sua essência.

Uma obra assim pungente, abismo de verdades inenarráveis,

grita-nos, através das suas formas,

parte da história do mundo,

contendo as dilacerações mais profundas da condenação sisifiana,

tragédias que vêm de longe, dos primórdios, não sei bem donde,

revelando que a vida pode ser feita e refeita,

vezes sem conta,

nascimento ou renascimento,

obra que se constrói e desconstrói

até atingir a soma do que realmente importa:

um «tu não dizes, quanto eu te encontro»

— marca inequívoca e basilar

da incessante procura humana pela eternidade possível.

A obra de Maria João Franco possui um global efeito abstractizante,

contudo, parece interiorizar alguns indícios de uma erudição académica,

denunciando insofismavelmente,

desde logo,

a fuga à iniciação a fim de correr livremente

pela diversidade imagética de um universo plástico muito próprio,

sombrio e agonizante.

Nestas telas, entretanto,

Bacon parece espreitar

. Farreras também mas sem perder as bases da sua identidade.

Este ponto de vista tenta explicar a dificuldade

que temos em separar as influências,

vínculos que são perenes

mas que simultaneamente se afastam (ou mesclam)

pela vivência individual de uma mente peculiar — fruto simbiótico,

talvez nascido entre a diferença e a semelhança,

reflectindo na tela, apesar dos paradoxos inerentes,

uma força telúrica e estranha de cunho antropomórfico.

Mesmo quando a autora representa os nus envelhecidos

por cima da sua intocável frescura.

Maria João Franco consegue dissimular, de maneira esplendorosa e única,

a fecundidade, gerando assim, por meio de uma poesia plástica,

a sua própria e inexorável procura,

onde a semiótica persuade o fruidor a olhar para além da sua própria solidão,

do seu próprio sofrimento.

Aquilo que os nossos olhos costumam reconhecer por defeito,

é aqui, em geral,

representado por oposição,

vivenciando um espaço que

Maria João Franco preenche em pureza,

em oração,

em intimidade.


Talvez um dia

o mundo (re) conheça o notável talento desta

artista portuguesa e universal

e lhe conceda o merecido espaço,

mas, talvez, só depois de fundado um novo mundo,

após destruídas as ruidosas cidades

e falsos paradigmas da nossa sangrenta civilização.

MIGUEL BAGANHA




OBRA ENQUANTO VIDA

Foi numa espécie de silêncios ensurdecedores que Maria João Franco sobreviveu, emergiu várias vezes, e solta agora, ao expor mais uma vez, o seu grito de intransigência perante as «forças» que carreiram modos, modas, os autores e ordens em vigor, com frequentes violações do trabalho independente, para a constelação internacional, sucesso a termo, porque outras barreiras selectivas e obscuras existirão neste século.Desde longa data que Maria João Franco foi dando prioridade a um discurso matérico e de alguma violência, proferido entre uma abstracção de teor expressionista e a convocação rochosa do corpo humano — ou do corpo simplesmente. Passo a passo, o seu imaginário recebia impressões graves do exterior, da experiência exógena, acabando por devolver às mãos da pintora fragmentos amassados na devida maturação, coisas endógenas, reanimações poéticas da morte e da vida. Tais verdades interiores, sempre em transformação mas nunca em ruptura, contrariavam o terreno minado pela cultura urbana, formações espúrias, filiação nos concursos rápidos ou guerra dos prémios. Com a sua arte reaprendemos algumas versões de valor porventura romântico, até de raiz na memória dos clássicos problematizantes, a par de uma afirmação expressionista (da mesma mágoa) assente mo testemunho de outros renascimentos e no sentido da revolta. A manipulação do gesto, abarcando logo grande parte do campo, entra depois no domínio da pasta, matéria acumulada sobre esboços líquidos. Alguns dos quais parecem despontar propositadamente nas zonas onde a autora preferiu aderir à transparência e por vezes, quando acha necessário conter a catarse, a decisão de aplicar mansas velaturas sobre troncos antropomórficos duros, brutais, escultóricos. Essa aparente moderação lírica avança com um brilho baço sobre aquelas carnações decepadas, de largas texturas e aparência lítica.Esta busca, algo arriscada, passa por matérias e cores sobretudo acinzentadas, exprimindo de facto a pedra da escultura que evoca o corpo, é um trabalho quase contínuo, quase sisifiano, princípio e fim de um todo que também nos pertence, embora sempre nos escape.Anunciada assiduamente pela sua diversidade, o percurso coerente de Maria João Franco parece abalado, sem que as suas bases se ressintam, dado que esse ponto de vista implica diferença, a simbiose entre diferença e semelhança, o que, apesar de todos os paradoxos, confere uma força inusitada a estas massas onde algum fio de sangue aflora, e mesmo nos casos em que a autora representa (na boa memória académica) os nus falsamente envelhecidos na sua intocável frescura.A forma plástica, em Maria João Franco, recupera do espaço da memória, da própria dor, com obstinação, a ideia e a imagem do corpo, mesmo quando este não se aperta entre os limites do campo e se projecta gestualmente no espaço. A liberdade do fazer, no acesso a qualquer metodologia e materiais próprios, não isenta o formador de pensar quais as razões da sua luta, quais as razões do seu objectivo, o que implica a criação ou aceitação de limites ou regras. Maria João sabe perfeitamente essa condição, porque a condição sobra mesmo quando traída com talento. Neste caso, a pintora está sobretudo ao serviço de si mesma, legando a alguém, a verdade da obra ser um destino de vida.
ROCHA DE SOUSA _2010