pintura

quinta-feira, novembro 27, 2014

MAC - Movimento Arte Contemporânea -/ Colectiva de Natal

Inaugura a 2 de Dezembro de 2014 pelas 18 horas










MAC - Movimento Arte Contemporânea

Rua do Sol ao Rato, 9C - 1250-260 Lisboa

Tel: 213850789

Horário: 
2ª a 6ª das 13h às 20h 
sábados das 15h às 19h

Coordenadas GPS: Latitude 38º 41, 188'N Longitude 009º 09, 408'W





ARTE DE BOLSO ||| Galeria Sete > Coimbra










sábado, outubro 25, 2014

MOSTRA INTERNACIONAL DE PINTURA em Matera, Itália a partir de 3 de Novembro de 2014 - organização de PINO NICOLETTI











OMAGGIO A MARIA JOAO FRANCO
Ho avuto il privilegio di conoscere Maria e di comunicare con lei.I nostri discorsi attraversavano il mondo dell'arte,della politica,la precarietà delle nostre esistenze.
Artista fine,sensibile,assai colta,essa esprime il suo mondo con le sue poesie e le opere pittoriche. C'è un fondo di malinconia sul suo viso,come un senso di tristezza esistenziale e di nostalgia per una totalità frantumata in modo irreversibile,per i paradisi perduti per sempre. I suoi dipinti sono avvolti in sontuose e inestricabili ragnatele,in cui il tempo ha un movimento davvero felice. Si avverte come una contrapposizione fra il vagheggiamento della serenità della natura e quello della transitorietà della storia. Molto spesso vengono dipinti corpi femminili,misteriosi e seducenti,come se il mondo venisse interpretato attraverso la categoria della donna. E' evidente la proiezione di un archetipo femminile presente nell'inconscio dell'artista,di intonazione simbolista. Qui tutto è in equilibrio : volumi,colori,contrasto di piani,senso tattile e cinetico dei valori spaziali in una misura ritmica,che rispecchia gli stati d'animo dell'artista,che scrive : "la mia pittura non esiste che a partire da un'attitudine percettiva e riproduttiva. La sua fisiologia diventa essa stessa ricostruzione sistematica e dinamica nella riformulazione del suo proprio oggetto detto propriamente referente,denotato o connotato. Essa si plasma creando assenze,per cui,secondo il mio desiderio,il mistero può forse seguire e raggiungere altre direzioni".
I dipinti sono come involucri,maschere senza volto intrise di passione e di tristezza. L'artista testimonia,con la sua ricerca,la conquista paziente di tanti minuti di poesia. E' una pittura densa di meditazione e di riflessione,carica di un pathos,che la rende vivente e materiale. Da questi involucri vuoti in apparenza,dall'arabesco delle loro ossature,affiorano volti ed immagini che esprimono tutta l'angoscia del nostro tempo. Dentro quei corpi appena abbozzati c'è una poltiglia di sentimenti,di affetti e passioni,inseriti in un commosso disegno lirico. I soggetti dipinti sono come immagini distaccate in un solo cosmorama,complici di un'azione morale. Le opere sono fatte con le mani,ma sono suggerite dallo spirito,dalla poesia. Esse si fanno tenere,quasi commosse,dentro un colore quasi anonimo,sordo,muto,ma il cui esito pittorico acquista tutta la forza del dettato lirico. Nel tremolio del pennello,nel poco colore intriso e stemperato,c'è un clima morale che rappresenta emblemi del malessere quotidiano. I segni,le cicatrici,i lampi,le ombre che arrivano da ogni parte dell'opera,esprimono la dissoluzione fisica dei corpi e di un mondo ormai privo di valori. Nelle strutture chiuse dei corpi,fortemente evocatrici e pieni di mistero,c'è l'archeologia del sentimento della passione. Maria è una poetessa,che deve ricorrere ai colori per esprimere tutta la sua precarietà e la disperazione del nostro tempo.

Pino Nicoletti





HOMENAGEM A MARIA JOAO FRANCO
Tive o privilégio de conhecer Maria João e de comunicar com ela. As nossas conversas atravessavam o mundo da arte,da política,a precariedade das nossas existências.
Artista fina,sensível, culta,ela exprime o seu mundo com a poesia e a pintura. Há um fundo de melancolia no seu rosto, como se uma tristeza existencial,de saudade de uma totalidade desaparecida de modo irreversível, dos paraísos perdidos para sempre. Os seus quadros estão envoltos em sumptuosas e inextricáveis teias de aranha,nas quais o tempo tem um movimento realmente feliz. Advertimos uma contraposição entre a contemplação/desejo de serenidade da natureza e o da transitoriedade da história. Muitas vezes, são pintados corpos femininos,misteriosos e sedutores,como se o mundo fosse interpretado através da categoria da mulher. É evidente a projeção de um arquétipo feminino presente no inconsciente da artista,de entoação simbolista. Aqui, tudo está em equilíbrio: volumes,cores,contraste dos planos,sentido táctil e cinético dos valores espaciais numa medida rítmica,que reflete os estados de alma da artista. Ela escreve : " a minha pintura não existe senão a partir de uma atitude perceptiva e reprodutiva. A sua fisiologia torna-se, ela mesma, reconstrução sistemática e dinâmica na reformulação do seu próprio objecto dito propriamente referente,denotado ou conotado. Ela plasma-se criando ausências, através das quais, segundo o meu desejo, o mistério poderá talvez prosseguir e alcançar outras dimensões".
Os quadros são como invólucros pintados,máscaras sem rosto cheias de paixão e tristeza. A artista testemunha,com a sua busca, a conquista paciente de tantos minutos de poesia. É uma pintura densa em meditação e reflexão,carregada de um pathos, que a torna viva e material. Destes invólucros na aparência, do arabesco dos seus ossos,afloram rostos e imagens que exprimem toda a angústia do nosso tempo. Dentro daqueles corpos apenas esboçados há uma mistura de de sentimentos,de afectos e paixões,inseridos num comovido desenho lírico. As figuras/ os sujeitos pintados são como imagens destacadas num único cosmorama,cúmplice de uma ação moral. As obras são feitas com as mãos,mas são sugeridas pelo espírito,pela poesia. E tornam-se ténues,quase comovidas,dentro de uma cor quase anónima, surdomuda, VER, cujo resultado pictórico adquire toda a força da récita lírica. No tremor do pincel, na pouca cor introduzida e destemperada, há um clima moral que representa emblemas do mal estar quotidiano. Os signos/sinais, as cicatrizes, os lampejos, as sombras que chegam de toda a parte da obra,exprimem a dissolução física dos corpos e de um mundo agora privado de valores. Nas estruturas fechadas dos corpos,fortemente evocadoras e plenas de mistério, existe a arqueologia do sentimento da paixão. Maria é uma poetisa, que tem de recorrer à cor para exprimir toda a sua precariedade e desespero do nosso tempo.
Pino Nicoletti


trad de Dra Armandina Maia





MATERA, Capital Internacional da Cultura em 2019 

sexta-feira, agosto 08, 2014

Altar dos Dias 2014







ALTAR DOS DIAS
Olhamos, assombrados. Olhamos e assalta-nos a incerteza da percepção, num desejo de baixar as pálpebras. Olhamos assim, em instantes de cegueira, a sombra que nos  esconde o visível. Decidimos então não baixar a cabeça, não fechar os olhos, e os fantasmas desta pintura, por vezes petrificados, por vezes renascendo em raízes de árvores tombadas, iluminam-se dentro de nós, passando pela retina  e selecionando-se no bloco cerebral da visão, entre milhões de outras imagens decorrentes do que percepcionamos dia a dia, porventura no fundo dos próprios sonhos.
De uma aparência por vezes sombria, esta arrebatadora pintura de Maria João Franco, aliás como nos próprios desenhos, agrega em cada apresentação conjuntos de iluminações — um intenso desejo de clarificar as metamorfoses interiores do ver e do ser, memória trágica e romântica que emerge dos nervos sob a pele e se propaga num espaço feito de coisas quase sempre inomináveis, indiciando diversas aparições do mundo, gente e bichos, corpos aparentemente amputados ou de cabeças ao alto, talvez gritando, como que mostrando o vale torturado antes da vida emergir dessa cova cósmica. Tudo parece lítico, modelado por uma civilização pós apocalipse, mas o saber daquelas forças registadas na tela obriga-nos a ressuscitar depois do próprio século XX. E então tudo se aproxima do olhar aberto, da obra aberta, ainda que ligeiramente tocada por morfologias de algum Prometeu agrilhoado, de algum Cristo crucificado, de algum Dilúvio capaz de arrancar quase todas as raízes da terra, deixando-as escancaradas e de hastes ao alto. É verdade que esta visão parece não exprimir a arte destroçada do século XX, essa colossal «soma de destruições», mas é daí e da Bíblia relida que tudo se espalha por este mundo nocturno  a crescer entre desastres para nos atormentar um pouco ao jeito das obras aqui expostas, de ontem ou de hoje, denegando a tecnologia de ponta e gritando, da dor dos cortes e das metamorfoses kafkianas, o medo do colapso na contracção futura do Universo sobre si mesmo, até ao nada.  
A inquietante paisagem que estes quadros formam entre si, agrupáveis por partes de possíveis semelhanças morfológicas e gráficas, é uma espécie de memória do futuro, uma forma humana fechada sobre si ou sentada em concha, na hora de um parto solitário; é também a narrativa da crise social, farrapos de gente, enforcados suspensos do nada, cãos ou lobos farejando por baixo; e a par dos riscos que reescrevem gestos, é ainda o indício gráfico do grito ou do chamamento; depois (ou antes) os troncos tombados de árvores centenárias, talvez petrificadas  no espaço onde as rochas ficaram nuas, texturais, endurecidas pela luz forte dos incêndios em volta.
Claro que a arte não explicada nada, nem mesmo quando ilustra as encenações do visível ou retrata impossivelmente os santos que nunca existiram: ainda assim é dentro da sua reinvenção das coisas e dos seres que podemos palpitar ao sentir as rasuras que nos fazem prever o infinito ou nos inventam, a morte pelo homem na crucificação reformulada por Grunewald: é desse universo que vem o futuro, com os seus mortos de ontem.


Rocha de Sousa / 2014

sexta-feira, julho 18, 2014

Sísifo ou em nome dos deuses


Sísifo ou em nome dos deuses
óleo s/tela
160x60 cm
2014

sábado, julho 12, 2014

segunda-feira, julho 07, 2014

Arte Urbana em Lisboa

















 

Maria João Franco,
 Imagem habitada, Técnica mista s/papel, 29x20cm, 2014
 na 3ª edição da "Arte Urbana em Mupies" 
promovida pela AMI e a decorrer em Lisboa no mês de Julho.
 — com Fundação Ami e Fundação Ami Amiarte em Casa da Liberdade - Mário Cesariny.

sexta-feira, junho 27, 2014

AMI Art /// LISBOA 2014 ||| "ARTE URBANA NOS MUPIS LISBOA".




Dia 5 de Julho o AMIarte – Núcleo de Acção Cultural da Fundação AMI – inaugura a 3ª edição do projecto "ARTE URBANA NOS MUPIS LISBOA". 
Uma exposição que ficará patente entre os dias 2 de julho e 15 de julho.



imagem habitada
tecn mista s/papel
29x21 cm
2014

para MUPIES / AMI Art LISBOA





quarta-feira, junho 25, 2014

sexta-feira, junho 06, 2014

Pequeno formato para ALTAR DOS DIAS ||| 14 de junho ||| Arc16 Galeria /Faro





descriminação
tecn mista s/papel
2014


"...Quem faz estas coisas é
porque espreita o outro lado das coisas.
Rocha de Sousa 




mulher sentada em azul
tecn mista s/papel
2014






gemido
tecn mista s/papel
2014





tecn mista s/papel
2014




mariage
tecn mista s/papel
2014


Cópula em azul
tecn mista s/papel
2014






Prayer
tecn mista s/papel
2014


dor
tecn mista s/papel
2014


quarta-feira, maio 14, 2014

“(Con)Tributos da Liberdade a Joan Miró”


Maria João Franco
woman
tecn mista s/papel
30x30 cm
2014




 “(Con)Tributos da Liberdade a Joan Miró”,
 Porto nos dias 15, 16 e 17 de Maio. 

 CATÁLOGO DIGITAL em 

terça-feira, abril 29, 2014

Dor

dor
tecn mista s/papel
23x21 cm
2014

terça-feira, abril 01, 2014

Altar dos dias _obras















Obras para a exposição ALTAR DOS DIAS na ARC 16 Galeria em Faro

sexta-feira, janeiro 17, 2014

O MOTIM na CASA DO INFANTE ||| as obras






sentença da alçada


no name


no name



no name



condenados

pormenor

cristo para o altar de todos os espantos

condenado 2

pormenor


condenado 1



painel de "morte da Estrelada"



monólogo urgente da memória
esboço para todas as preces
morte da Estrelada







A cidade, também ela condenada,
 suportou pesadas penas que se
traduziram em largos meses de sofrimento,
 uma vez que, para que ficasse de exemplo a todos os que ousassem opor-se à vontade de Sebastião José deCarvalho e Melo,

foi ordenado que se expusessem as cabeças decepadas e os corpos esquartejados dos enforcados por toda a cidade, mas, muito principalmente, nas ruas onde se julgava ter tido início o “motim”.

Algum tempo depois, e por questões de saúde pública, transferiram-se os mastros para as entradas da cidade onde ficariam durante todo o inverno. Também durante cinco longos meses a população mais desfavorecida teve de dar aboletamento a cerca de 2.300 homens dos batalhões deslocados para a cidade, com todos
os prejuízos que daí advinham…(…)
in Do “real” ao “ficcional”: O motim de Miguel Franco
From “real” to the “fictional”: O motim by Miguel Franco
Graça Maria Teixeira doutourada em línguas pela Universidade Aberta/ Lisboa


prisioneiro



carrasco


o motim ( instalação) em colaboração com Pinto Pereira






A exposição estará presente até 23 de fevereiro de 2014 na CASA DO INFANTE .PORTO