pintura

quarta-feira, agosto 22, 2007


DR. MARINO TRALHÃO NA ABERTURA DA EXPOSIÇÃO "MEMORIAL DE ENCONTROS ENTRE A PELE E OS OLHOS FERIDOS DE NOSTALGIA..."

NOVE DE DEZEMBRO DE 2005


PESSOA

SENSIBILIDADE,HUMANISMO,INTELIGÊNCIA
CULTURA ELEVADA,CRIATIVIDADE,EMOÇÃO,LÁGRIMAS,RISOS E GARGALHADAS,GRANDEZA,FRAGILIDADES E CERTEZAS E DÚVIDAS MATERIALIZADAS NA PROJECÇÃO QUE CADA OBRA,NOS SEUS DETALHES,DE FORMA,MOVIMENTO,COR,LUZ,CLARO,ESCURO,A LUA E O SOL NO SEU ESPLENDOR,NOS FAZEM PERDER NO SONHO,NA VIDA,NAS VIDAS PLANANDO NA METAMORFOSE CONSTANTE,QUE CADA PORMENOR,,EM CADA OLHAR,NOS FAZ RECRIARMO-NOS,ENCONTRARMO-NOS,ENTERNECER-NOS,FASCINARMO-NOS,NA NECESSIDADE CRESCENTE QUASE IMPULSIVA
DE,AO VER E ADMIRAR,NOS SENTIRMOS TAMBÉM CALEIDOSCÓPICOS,NA DANÇA DA BELEZA QUE NOS PROJECTA AO INFINITO.
TAL COMO A OBRA,UMA MULHER QUE AMO PELO QUE ME DÁ, NOS DÁ,NESTA DANÇA MELÓDICA QUE A CADA PASSO ME ABRE E FAZ SONHAR.
OBRIGADO MARIA JOÃO

MARINO TRALHÃO

Da existência “sagrada” do não ser.
A forma exacta do não estar. O saber de não saber a liberdade.
A vida. Na coexistência impossível dos poderes.
O jogo.
Tabuleiro incompleto nas peças fulcrais.
Engrenagem viciada na inércia da volta que implicou uma ideia para além dos processos inelutáveis com que nos deparamos – consequências fatais da nossa condição… (?)
O sistema e aTerra este planeta em que o ser homem, se exige a si próprio um “auto – poder” em que se “absurdam” os princípios da coexistência.
Afinal a inteligência e os instintos sobrepõem-se de forma plasmada, de tal modo que nos leva a pensar que o instinto e/ou a inteligência se interconjugam
E que a lógica do instinto é a verdadeira estrutura mental de defesa da nossa existência.
Por absurdo cria-se a lógica da existência e da continuidade no mais primário dos seres e as nossas humanas teorias, tão sabiamente construídas sobre alicerces de medo e de desencontros fatais.

Afinal a espiral não tem princípio nem fim.
Começa no não começo e ergue-se e caminha e percorre até ao infinito que nos representa e simboliza o desconhecido.
Medo de todos os medos.
No fim de todas as coisas, onde o átomo e o possível não estar se encontram num sítio que não sabemos…
Esta dificuldade em definir o saber que difere do conhecimento – dado adquirido pelo transcorrer das civilizações, universos “ mutandos” e mutáveis; paradigmas de universos que são os patamares dos conhecimentos estratificados.
De onde retiramos as possibilidades da razão (causa) da nossa existência sobre a terra a que chamamos Terra.
De onde emanam os seres que nos iludem numa forma de céu que é o suposto transponível ilimite do nosso conhecimento.
De onde emana a nossa sapiência que é o entendimento do estatuto das coisas que nos rodeiam e não!

Se eu estivesse aqui ao meu lado, pensava de outro modo : - distância de perspectiva existencial.
Estaria a ver o que estou a fazer e descrever-me-ia, talvez, de uma forma que me seria estranha.

MJF Agosto 2007-08-08


sexta-feira, agosto 17, 2007




™ NIRAM ART
A Ñ O I I , N º 7 ▪ F E B R E R O 2 0 0 7
MARIA JOÃO FRANCO
PORTUGAL
Director: Rares Stejar Noaghiul Barbulescu
Multilingüe
.....................................
María João Franco: In between the Silence of the Bodies and
the Whisper of its Representation........Rocha de Sousa
How to Explain the Unexplainable?.........José Jorge Letria
Flowers of Mould.............Bianca Marin

One of the most amazing similarities lies in the comparison of Baudelaire’s poems “The Cat” (inspired by Edgar Allen Poe’s Tales of Mystery and Imagination, where he saw Poe’s use of fantasy as a way of emphasizing the mystery and tragedy of human existence) and Maria João Franco’s painting “The Dog”. In two separate poems, both entitled "The Cat", the poet is horrified to see the eyes of his lover in a black cat whose chilling stare, "profound and cold, cuts and cracks like a sword."( “Je vois avec étonnement/ Le feu de ses prunelles pâles,/ Clairs fanaux, vivantes opales/Qui me contemplent fixement). In “The Dog” the same terror is provoked by the big, stout dog with its face directed to a river of blood, and one can easily distinguish the form of a human face appearing in the lieu of the dog’s head. It is as if Baudelaire’s verses came to life in images, it is sheer Baudelaire poetry on canvas.



Moreover in “The Laying woman”(Deitada), a feminine figure seems to be sleeping or lying dead, her body torn into hundreds of little atoms, reduced to small, dispersed fragments, traces of paint flowing from her like drops of water. It is yet another example of how beauty can reside
even in the most horrible moments. The image created by the irregularity of the forms and the chaos of the splashes of paint is so beautiful that it seems as if flowers were growing out of her decaying body, the fertilizing territory of human flesh. Flowers of putrefaction, flowers of mould, the Romanian poet Tudor Arghezi would say. Maria João Franco makes caresses out of open wounds, “out of furuncles, moulds and mud” (Tudor Arghezi, “Testament” from the Volume of Poetry “Flowers of Mould”) she creates new beauties and treasures.
Maria João Franco is not obsessed with the ugliness or the pain. She accepts all the aspects of humanity, even the most infamous, because, as I said before, this may be the only way to extinguish them. The objective of her paintings is not to shock, but to heal. Her love for the human being is such, that its physical decay hurts her to the extent of endlessly trying to conquer it. It is a painful, deep love for the transient human body in all its circumstances, even in death. We can hear Maria João Franco’s voice speaking to us through the words of the poet Lucian Blaga in his poetic statement“I Will not Crush the World’s Corolla of Wonders ”: “I enrich the darkening horizon with chills of the great secret. All that is hard to know becomes a greater riddle under my very eyes becausI love alike flowers, lips, eyes, and graves”.
In order to understand a painting, we should look at it with eyes of a poet. It is easy to recognize fragments of Maria João Franco’s paintings in the verses of a poem. I tried to present here her paintings as seen through the verses of three poets that explain them better than any critical essay. There are no boundaries in art, and it would be no wonder if some day a poet would find inspiration in one of Maria João Paintings to create his or her own poetry.
"- Mon beau chien, mon bon chien, mon cher toutou, approchez et venez respirer un excellent parfum acheté chez le meilleur parfumeur de la ville."



Et le chien, en frétillant de la queue, ce qui est, je crois, chez ces pauvres êtres, le signe correspondant du rire et du sourire, s’approche
et pose curieusement son nez humide sur le flacon débouché; puis, reculant soudainement avec effroi, il aboie contre moi, en manière de reproche. "- Ah! misérable chien, si je vous avais offert un paquet d’excréments, vous l’auriez flairé avec délices et peut-être dévoré. Ainsi, vous-même,indigne compagnon de ma triste vie, vous ressemblez au public, à qui il ne faut jamais présenter des parfums délicats qui l’exaspèrent, mais des ordures soigneusement choisies."
(Charles Baudelaire)
About the state of struggling by Nichita Stanescu As though the superior knife edge had cut my clouds from the mountain tops does my immense and headless body hurl itself about,leaving its fugitive head in the sky. It cannot die though it no longer knows what its own life meant, in ages past.
The eye above observes the body below, its struggling . From the open throat a flock of green and chirping birds wells up

- The hand thrusts its claws into the mirage

- The eye, suspended, watches the desperate struggle (…)

Bianca Marin
-English translation by Thomas Carlson and Vasile Poenaru.

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Maria João Franco, Procura e Renovação




Como quem se redescobre em insuspeitada pujança, Maria João Franco, nesta série de trabalhos, retoma anteriores percursos e assume uma postura estética que já lhe valeu atenção especial. A grande escala, o gesto largo, aquele seu usual fascínio pelas cidades que brotam, texturadas, em pontos estratégicos da composição, constituem algumas vertentes desta "nova" pintura ou, se quisermos, o outro lado de um "modus operandi" que privilegia a densidade, o peso, e a força como elementos estruturais da sua comunição plástica. No fundo há como que uma evocação de arquétipos que estavam em repouso ou a recuperação de atitudes de que, racionalmente, havia abdicado. A renovação do seu vocabulário pictórico passa, portanto, por uma espécie de regresso às origens e pelo exercício do desenho, ponto de partida para voos mais ambiciosos Acontece-lhe uma figuração que não ulpassando os limites do mate, permanece como suporte de outras descobertas e de uma aventura de consequências sempre imprevisíveis.
Pintar, raras vezes foi, como agora, um acto de febril magia, uma fuga parar a frente, um tocar de universos ambíguos e dúcteis nos quais se organiza o caos, se freia a mão e se medita a cor da harmonia, Só então o espaço se divide sem compartimentações estanques, no gerar de sucessivos equilíbrios, na exaltação da luz, na procura de uma fluidez que nos surge, límpida, caligraficamente definida e plena de uma rara monumentalidade Maria João Franco merece destaque no contexto da nossa Arte Actual,
Edgardo Xavier
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quinta-feira, agosto 16, 2007

PRODUÇÃO de objectos / produção ARTÍSTICA


É uma das características do homem a produção de objectos e na sua factura intervêm componentes de ordem vária que decorrem de intenções diferenciadas.
A função de cada um dos objectos produzidos está em estreita ligação com a satisfação de fenómenos de necessidade. Mas há um momento de satisfação não necessária que ultrapassa o sistema de necessidades elementares. A produção de objectos com arte é a primeira fase de ultrapassagem do sistema de necessidades primário.
O objecto – por vezes estético – (por vezes ético) é ultrapassado na sua intenção com o decorrer do tempo e surge um significado-outro, desligando-o do referente (real ou imaginário) que lhe estava na base. No fundo, quando o objecto perde função imediata, torna-se objecto de contemplação e surge como obra de arte, quando ele não representa, de facto, e antes de mais, um determinado estádio de evolução do homem, não no sentido plástico, mas no sentido de relação homem-natureza.
O que acontece é que os objectos que perderam função são hoje sublimados, no sentido de se situarem de se situarem no plano de organizações sígnicas representativas de estádios de civilização diferentes: é sempre sinal da passagem do homem sobre o mundo e da sua vitória sobre os materiais, no sentido em que os domina e lhes dá forma.
E é só nesse sentido que podemos dizer que tudo o que o homem faz tem um carácter estético.
O homem, na sua necessidade natural, como ser gregário, e, individualmente, como ser dominador, manipulador, tende a dar forma a todas as suas acções. É nessa tendência que está implícita uma estética – e dela surgirá porventura o fenómeno artístico ou para-artístico
Os vários conceitos de arte estiveram sempre dependentes do binómio “forma-função”.
Na medida em que a função se vai sobrepondo à forma criam-se objectos estéticos – as sub-categorias de objectos – que ao abrirem um novo espaço formal tentaram introduzir-se no campo da arte. O pressuposto estético fica aquém do artístico e a apologia da norma e do funcional
Torna-se perfeitamente apologética, como consequência daquilo que lhe falta: a dinâmica poética.
A obra de arte não resulta de conceitos estéticos, mas da própria vida: justifica-se a si própria na sua capacidade ambivalente de a assimilar e projectar.
Contudo, a capacidade expressiva de um objecto não e forçosamente índice de fenómeno artístico. Ela surge muitas vezes por empatia perceptual imposta por ditaduras de gosto. Por isso a arte favorece o diletantismo “estético” e o snobismo cultural. E os seus agentes na sua anciã de auto promoção subsidiam intelectualmente e não só a produção maciça de objectos para – estéticos. O fenómeno artístico esta mais ligado ao que esta subjacente ou supra jacente a fisicidade do objecto. E esta aqui o fulcro do problema: o fenómeno artístico surge quando, a partir de uma concepção e uma determinada execução de técnica se introduz no mundo um mundo que nele não existia. O artista não enfeita a sociedade, antes a completa, e essa complementaridade, se incomoda, tanto melhor…



Confrontamo-nos hoje, com efeito, com uma crise que em si, e por sua vez, se confronta com a ideia de que o saber manipular os materiais é sinal de estatuto artisticamente inferior. Corresponde socialmente a uma atitude de desprezo pelo trabalho manual assumido como saber.
Certas correntes actuais, bastante na linha deste pensamento, contradizem-se, na medida em que consideram já o objecto artístico o simples acto do fazer (puro acto lúdico), desprezando a partida o acto de dominar o fazer, em função do conceber. Não se trata de trabalho, mas de simples imitação de trabalho. O truque só é eficaz enquanto esconde o artifício. A displicência da factura e o desprezo acintoso pela estrutura artificializa esta, na medida em que a transforma de suporte da imagem em imagem em si mesma. Ao simular como autentica a atitude, o objecto concretiza-a, mas esvazia-se como finalidade artística.
Este esteticismo apriorístico e normativo que contraditoriamente se apresenta como anti-norma, funcionaliza o objecto tornando-o ilustrativo da teoria e da moda, retira-lhe finalidade intemporal, torna-se simples exemplo de uma teorização estética, mas afasta-o da arte, pois que a obra de arte, enquanto produto humano não pode, não deve tornar-se simplesmente imitação de si própria.
Se a arte começou por reflectir uma tentativa de o homem dominar a Natureza, imitando a sua vitória, caminhou para a imitação da Ideia, para a imitação da Natureza ou como processo representacional de imitação do homem, passando inclusivamente pela representação da sua realidade interior.
Sob pressão d estéticas normativas algumas correntes actuais tentam a imitação do fazer: no fundo, assistimos a casos em que os artistas se limitam obsessivamente a imitarem-se a si próprios. E isto porque os valores de mercado, a assinatura tornada objecto de consumo como sinal de troca valor-signo de estatuto social, as conexões estabelecidas a partir de relações confusas entre os conceitos de objecto estético e objecto artístico, a indefinição falaciosa com que a crítica de arte mal autorizada faz eleger a “objecto de arte” uma qualquer moda ditada pelas associações internacionais de críticos, faz com que a história da arte hoje corra o risco de ser a história dos êxitos fracassados a curto prazo. Muitas das obras actuais serão, com toda a certeza encaradas no futuro como “cheques sem cobertura”,
O objecto artístico contemporâneo é hoje extremamente difícil de definir, de tal modo o conceito de “arte” tem sido alargado e empobrecido. Digamos antes que de conceito se passou “pré-conceitos”. Parece haver aqui uma contradição; mas se considerarmos que o pré-conceito se baseia em falsos valores, eles próprios não autorizam a formulação de qualquer espécie de conceito,
Pois até o conceito de “conceito” não existe, porque não há critério que defina o campo em que determinado objecto se coloca e se oferece à análise.
Será o entendimento do fenómeno artístico que limpará o terreno e definirá o que é arte hoje.
Mas antes haverá que estabelecer uma deontologia da critica do nosso tempo.

Lisboa, Julho 1987 Maria João Franco

quarta-feira, agosto 15, 2007

“RECADO DE AMIGO” __________________________________________________

No percurso da vida de cada um de nós acontecem encontros com pessoas que, pela nobreza do seu carácter e sensibilidade não só nos encantam mas também nos deixam presos ao coração.
A Maria João Franco foi um desses encontros felizes, de imediato enriquecido com a Amizade que se alicerçou na verdade de cada um de nós, porque nascida da alma logo encontrou eco no tempo.
Os dias passados são como séculos de relacionamento profundamente humano de quem conscientemente faz da vida poema e do seu próximo, altar de fraternidade.
Ao ver a obra de Maria João Franco fiquei de imediato rendido pela sua surpreendente mestria não só técnica como de criadora extraordinária e pensei como seria difícil chegar até Ela e tornar realidade o sonho de a expor no MAC !!!
Surpresa das surpresas !!! a Maria João era afinal de uma simplicidade incrível e de imediato aceitou presentear-nos com o seu enorme talento e assim ficou a pertencer à família maquiana (MAC).
Adjectivar o seu talento, porém, não é fácil porque misturando-se na policromia dos seus sábios nus, Ela retrata-se perfeitamente na arte; agarra as “coisas” e mesmo antes destas serem “coisas” passadas à tela, são inteligência no monólogo experimentado da razão imaginativa, vestida de amor, uma viagem interior, continuando em dias, anos, com lágrimas e risos contracenando no palco da vida.
Só depois nascem, das suas mãos hábeis, as telas (autênticas preciosidades) que ao serem vistas, valorizam olhares estupefactos e rendidos pelo engenho de quem nasceu para amar fortemente .
Ter como Amiga a Maria João Franco é a certeza de que as madrugadas de esperança se sucedem umas ás outras, porque, aberta a porta do seu coração, espera sempre pelos amigos, em qualquer rua, em qualquer dia, a qualquer hora.
Por tudo, obrigado Maria João e parabéns porque a arte contigo ganha força – é mensagem inconfundível.


Sempre amigo

Álvaro Lobato de Faria
Agosto 2007

segunda-feira, julho 23, 2007



"tu vens tão perto...que a distância existe."


C. A. C.Amadora




Tu vens tão perto
Que a distância foge


Tu vens tão perto
Que a distância existe



Tu vens tão perto
Que já nem sinto


Se a distância existe ou se ela foge.




Agosto de 2000 Maria João Franco


















eu

que sou eu

vario na vida sem previsível maré


eu que sou eu

no espelho em que estou

conserto o cabelo

fingindo quem sou


eu que sou eu

gostava de ser outra vez

saborear cada momento

cada segundo

dentro do tempo

que és tu

meu amor
Maria João Franco, set.2006

sexta-feira, julho 20, 2007

Reportagem em Niram Art nº7 _________________

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Curriculum

ensaio para uma autobiografia

Maria João Franco nasceu em Leiria,Portugal a 6 de Maio de 1945.
Fez a escolaridade em Leiria.
Com 15 anos começou a frequentar o Círculo de Artes Pláticas em Coimbra.
Daqui parte para o Curso de Pintura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa
onde tem como professores Gil Teixeira Lopes e Soares Branco.


Dois anos depois vai para o Porto -Escola Superior de Belas Artes do Porto
-onde frequenta Arquitectura,mas o convívio com colegas de Pintura e Escultura da mesma Escola fá-la virar de novo para a Pintura.
No Porto conheceu seu marido Pintor Nelson Dias, e em sequência da morte de seu irmão Miguel regressa a Leiria.
Nelson Dias (1940-1993) Professor de Desenho e Pintura da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa deixa como pintor uma obra de qualidade plástica inestimável e uma outra criação na área da banda desenhada que faz parte da história da banda desenhada em Portugal ( anos setenta )
"Wanea-Escala em Orongo" que suscita vivo interesse na crítica de BD internacional (1)

Do casamento com Nelson Dias nascem duas filhas Sara em 1971 ,e Joana em 1975.

Do Pai, Miguel Franco, herda o gosto por um mundo mágico :- Miguel Franco, homem de teatro é reconhecidamente um dos dramaturgos mais importantes da década de setenta em Portugal pelo enfoque histórico da sua obra que se confronta então com o espírito do "regime (2) Uma forte ligação triangular "Miguel Franco - Maria João Franco - Nelson Dias " desencadeia no espírito ainda jovem de Maria João Franco o seu sentido de busca, de procura e de pesquisa.

Começa a expor com 23 anos numa pequena mas prometedora galeria , em Leiria - DIEDRO- que soube concentrar os testemunhos da cultura, na altura marginal ao "regime",com a inclusão de pintores como Manuel Filipe ou Alfredo Margarido,ligados ao Movimento Neo-Realista Português.
...È época de sessenta de confronto das grandes abstracções americana e francesa : -novos ventos, novas ideias!...
Fortemente marcada pelo "expressionismo abstracto" Maria João Franco segue na senda de Nelson Dias a tendência expressionista quer na abstracção ,quer na sua passagem para a figuração.
Sentindo como fortes expoentes da pintura portuguesa Rocha de Sousa, Gil Teixeira Lopes , Artur Bual , Luís Dourdil ,Júlio Pomar, Resende bebe neles a influência tendo em mira o extravasar de uma pintura de emoções contidas num expressionismo lírico de uma sensualidade quase "aquática" ou meramente fluida que adquire os tons da tragédia atlântica nas suas vagas de tombar profundo .
Em 1985 em "A Galeria" Cascais expõe " O Ciclo dos Mitos" .


Tendo-lhe sido atribuido em 1987 o 1º Prémio de Gravura no concurso de gravura integrado nas comemorações do Ano Internacional do Ambiente Setúbal/Beauvais é convidada pelo Director do Museu de Jesus Dr. Fernando António Baptista Pereira a expôr na Casa Bocage-Galeria Municipal .


Ainda em 97 tem o Prémio de Edição na "IV Exposição Nacional de Gravura" Cooperativa de Gravadores Portugueses/Fundação Calouste Gulbenkian - Lisboa.

Em1990 na ALFAMISTA GALERIA
em Lisboa mostra "O Amanhecer da Memória" com texto de catálogo de José Jorge Letria
1991 "Terra de Mitos" na Galeria São Francisco-Lisboa e na Galeria da Praça ,-Porto acerca da 1993expõe no Convento do Beato (morre Nelson Dias); 1994-Galeria Quattro-Leiria.
1997 na Galeria Artur Bual expõe "Um Olhar de Pele" com texto de catálogo de sua autoria e
"estórias do corpo".
Em 1998 " Novos Fragmentos" Galeria Municipal Gymnásio -Lisboa; 1999 faz-se reconhecer em três mostras : -" Corpos Estranhos" -Galeria Trema-Lisboa;"Percursos" Cooperativa ÁRVORE -Porto e "tempo de o Senso e o Ser " Galeria 57 ,Leiria
Em 2004 Nós os nús e os outros objectos -pequena retrospectiva de desenho Perve Galeria – Lisboa Lírica do nú entre Sombras -Galeria Sacramento -Aveiro
Em 2005 "Lugar dos desencontros ou os sítios da memória" Espaço Alfama-Lisboa e "tu vens tão perto...que a distância existe""... no Centro de Arte Contemporânea da Amadora.


Em 2006 expõe na Feira de Arte Contemporânea em Lisboa e no Museu de Arqueologia de Setúbal através da Galeria S.Francisco , Lisboa, participa em "ARTE NA PLANÌCIE" a convite do pelouro da cultura da C. M. Amadora.


Colabora pela primeira vez com o MAC - Movimento de Arte Contemporânea -Lisboa com a exposição "MULHER E EU" sendo-lhe atribuido no 12º Aniversário daquele Espaço o Prémio Carreira "MAC´2006".
Em 2007 realiza no MAC Movimento Arte Contemporânea a exposição “ENCONTROS estórias…”
É-lhe atribuido o Prémio "MAC´2007 Prestígio" no 13ºAniversário doMAC-Movimento Arte Contemporânea.
Em 2008 desenvolve o projecto "tu não aconteces quando eu te quero" que se destina a ser mais tarde realizada em outras formas de expressão.
Realiza assim a primeira fase com uma mostra nio Museu da Água, em Lisboa e a segunda fase no MAC-Movimento Arte Contemporânea, também em Lisboa , entre Março e Maio de 2008.
Obtem o MAC'2008Pintura e o MAC'2008 Prestígio atribuidos pelo MAC pela qualidade das mostras e prestígio cultural demonstrado.
Participa na Colectiva de Verão da Galeria S.Mamede, em Lisboa.

Colabora e coordena :

Trabalha em cerâmica artística a convite do Eng. José Relvão na Keramos-Condeixa-Portugal
Foi condecorada com a medalha "Mérito-Cultura" e com a comenda da Associação dos Artistas Plásticos Brasileiros.

terça-feira, julho 17, 2007


Exibart.com - pagina personale di MARIAJOAOFRANCO in Exibart.community

Brevemente, neste blog notícias a meu respeito!
Soon,you will read me in this blog!
Maria João Franco

segunda-feira, julho 16, 2007







™ NIRAM ART
A Ñ O I I , N º 7 ▪ F E B R E R O 2 0 0 7
4 , 8 0 .
FUNDADOR: ROMEO N IRAM
MARIA JOÃO FRANCO
FRANZ ACKERMANN
LA FOTOGRAFÍA HOY
RODIN Y BRANCUSI
MARCEL CHIRNOAGA
L IMA DE FREITAS
DAN PERJOVSCHI EN
PORTUGAL
LA ESCULTURA DE MARIUS
MORRU
V L A D N A N C A
. N I R A M A R T
Director: Rares Stejar Noaghiul Barbulescu
Colaboradores:
Bianca Marin (Rumanía)
Sorraia Taveira (Brasil)
Rodica Arleziana H.

(Rumanía)
Cristina Licuta (Rumanía)
Catalin Ghita (Japão)
Andra Motreanu (Rumanía)
Redactores:
Eva Defeses
evadefeses@romeoniram.com
Lora Haranaciu
Thomas Abraham
Javier de la Fuente
Teresa Carvalho
Ángeles Rodriguez
Sofia D.Addezio
Convidado Especial para La Página Cuatro: Simón Sarfaty
Maquetación: White Family S.R.L.
Web design: Catalin C. Gherghescu
Graphic Adviser:
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Public Relations: Sanda Elena Darolti
Editor: R.C. Marin
Propriedade: Jornal Diáspora
Esta publicación tiene el apoyo de la Presidencia de Rumanía.



NIRAM ART Nº8, May 2007
UNA EMBAJADA DE LA CULTURA RUMANA EN PORTUGAL de MARIA JOÃO FRANCO
Sun Jun 17 00:52:39 2007 Comencemos por piezas como ”Las musas adormecidas” que Brancusi repite incesantemente y partiendo de las “Danaides “, simplificando la forma hasta la agotación, como si buscase la geometría intrínseca del inicio de los inicios. Nos coloca a nosotros en la situación de ”buscadores“ de la forma esencial de esta llanura aparentemente bidimensional, hasta la rotación eterna en la que la fuerza de los tiempos se interrelaciona con una infinidad de galaxias, conjuntos de pequeños ovoides que habitan en otro universo... Si en la geometría pura encontramos la verdad de las cosas, en la coincidencia de los registros, la fuerza estática de los equilibrios únicos, pensamos que nos podemos transportar para el pensamiento de Brancusi, habiendo él elaborado una trayectoria espiritual y estética en el sentido de alcanzar Verdad de la “cosa” objeto de elaboración mental objetivada en el acto en todo el conjunto de su obra. Estamos hablando principalmente del “Comienzo del mundo” y de la “Escultura para ciegos” en las que las estructuras internas, los vectores direccionales "coinciden" hasta crear una verdad interna o interior que el artista, gracias a sus convicciones y búsquedas, "intenciona" en estas formalizaciones, tan próximas de las geometrías otrora sagradas, en las estructuras de ínfimos animales que habitan en nosostros, en los íconos de las antiguas "escritas". La “ Mesa del Silencio” nos está presentada en un maravilloso plano cinematográfico genialmente conseguido por el realizador de la película "Brancusi", Cornel Mihalache, que nos hace sentir como si el tiempo y la materia se debatiesen en una lucha de encuentros por el minuto final, en un local imaginario de la “Columna sin fin”. Pienso que fueron enunciados los pontos referentes principales del pensamiento estético e de la imaginativa que dirigieron sus obras para el pensamiento plástico moderno, y que hicieron de este hombre uno de los mayores escultores del siglo XX debido a las repercusiones que tuvo en la escultura todavía hasta los días de hoy:- la busca de la esencialidad de las cosas - su representación simbólica - el mínimo de registros explícitos.“Antes no había nada”, ni tiempo…, y las fuerzas se realizaban a través de atracciones y retracciones de las masas cósmicas. Volviendo al documental de Mihalache: - como en los encuentros y desencuentros entre la Vida y la Muerte que nos propone Bergman en algunas de sus películas , donde hay un eterno en que los espacios temporales nos remeten para un espacio sin fin -, lo mismo se pasa en el lento y rico ritmo de la película que nos fue presentada; sentimos, en los silencios, el hilo conductor del pensamiento que habita en la obra de Brancusi, rica en su búsqueda coherente y persistente, como si el artista a través de sí nos quisiese elevar hasta los pilares de la Verdad de la Creación de los universos galácticos que constituyen hasta los días de hoy “lo desconocido” de la Humanidad.Al contrario de los “Pájaros en vuelo” que parecen captar de los cielos la luz en el brillo desmaterializado de sus superficies pulidas, conquistando toda la inmaterialidad del pensamiento, en rincones donde solamente está permitida la entrada de la luz, en la ”Mesa del Silencio”, uno siente el altar de los tiempos a la espera de un nuevo ritual (como una “instalación” diríamos hoy, en la sombra de las nuevas estéticas de la época post-humanista).El gotear del agua de la lluvia en el mismo ponto, creando una vulva, para fecundar otros mundos, en los momentos compasados: reloj de un tiempo sin límites, reloj sin punteros en que todas las lecturas temporales están permitidas…es un momento cinematográfico de extrema belleza.Este conjunto de propuestas muy bien articuladas en su organización, hizo de la tarde del 14 de Abril de 2007 un tiempo de reflexión, un tiempo de cultura y de conocimiento, que nos lleva a exigir de todos, y de cada uno de nosotros, que nos apoyásemos en este ejemplo para futuras realizaciones. Reconocemos que toda la equipa que propuso la realización de este evento tiene la fuerza de voluntad necesaria para la realización de este tipo de eventos enriquecedores para todos.


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in NIRAM ART

Página 4 UNA EMBAJADA DE LA CULTURA RUMANA EN PORTUGAL: ¿ P A R A C U Á N D O U N A E M B A J A D A D E L A C U L T U R A P O R T U G U E S A E N PORTUGAL?

No quería hablar del evento transcurrido en la Biblioteca Orlando Ribeiro de Lisboa, sin hablar un poco del Dr. Álva-ro Lobato de Faria, a quien tuve el enorme privilegio de conocer hace unos años. Casi no hay palabras para hablar del Dr. Álvaro Lobato de Faria, figura pública de referencia en la cultura de los artes en Portugal, y en el extranjero, sobretodo en los países ligados al mundo de la lusofonía.

Conferencista con una personalidad inconfundible, con un posicionamiento cultural de referencia, Álvaro Lobato de Faria hizo de su MAC – Movimiento del Arte Contemporáneo, situado en Lisboa, del cual es director y coordinador, un ponto de convergencia de los variados lenguajes plásticos, partiendo así para la grande divulgación en conferencias por todo el país y por todos los países de lengua portuguesa. Diríamos que estamos delante de un hombre de excep-ción, apasionado por el culto de la amistad, del bien-estar y del conocimiento. Esa es la razón por la que, para Álvaro Lobato de Faria, el saber es interiorizar el conocimiento adquirido con el conoci-miento de lo sensible, de la revelación de la creatividad, del tener para después redistribuir. Este hombre es un individuo extrema-mente versátil, tanto en el campo de las artes como en el campo de las letras. Pero antes de todo, diría que Álvaro Lobato de Faria es un Poeta de la Vida, que hace llegar a toda la gente un sentido de humanidad y de solidariedad, que son tan raros en los tiempos en los que vivimos. Seria entonces de esperar que la tarde del pasado día 14 de Abril, en la Biblioteca Orlando Ribeiro de Lisboa, alberga-se un evento de tan particular interés como la conferencia que el Dr. Álvaro Lobato de Faria profirió sobre el tema “Obra y vida de Constantin Brancusi”. Al hacer una presentación no paralela pero complementaria entre la vida y la obra de Brancusi, abordó el camino hecho por este artista desde una perspectiva dinámica, histórica y estética, acompañándose a lo largo de la conferencia por una buena presentación de imágenes, logrando de esta forma describir las preocupaciones plásticas, estéticas y espirituales inherentes a la obra de Brancusi. Haciendo hincapié en esta vertiente de la conferencia del Dr. Álvaro Lobato de Faria, intentaré hablar un poco sobre la intencionalidad estética que Brancusi introdujo en su obra y sobre el modo en que nos hace repensar, hoy en día, a finales del siglo XX e inicio del XXI, el espíritu de su obra y de sus propuestas artísticas. Comencemos por piezas como ”Las musas adormeci-das” que Brancusi repite incesantemente y partiendo de las “Danaides“, simplificando la forma hasta la agotación, como si buscase la geometría intrínseca del inicio de los inicios. Nos co-loca a nosotros en la situación de ”buscadores“ de la forma esen-cial de esta llanura aparentemente bidimensional, hasta la rota-ción eterna en la que la fuerza de los tiempos se interrelaciona con una infinidad de galaxias, conjuntos de pequeños ovoides que habitan en otro universo... Si en la geometría pura encontramos la verdad de las cosas, en la coincidencia de los registros, la fuerza estática de los equilibrios únicos, pensamos que nos podemos transportar para el pensamiento de Brancusi, habiendo él elabora-do una trayectoria espiritual y estética en el sentido de alcan-zar la Verdad de la “cosa” objeto de elaboración mental objetiva-da en el acto en todo el conjunto de su obra. Estamos hablando principalmente del “Comienzo del mundo” y de la “Escultura para ciegos” en las que las estructuras internas, los vectores direc-cionales “coinciden” hasta crear una verdad interna o interior que el artista, gracias a sus convicciones y búsquedas, “intenciona” en estas formalizaciones, tan próximas de las geometrías otrora sagra-das, en las estructuras de ínfimos animales que nos habitan , en los íconos de las antiguas “escritas”. La “Mesa del Silencio” nos está presentada en un maravilloso plano cinematográfico genialmente conseguido por el realizador de la película “Brancusi”, Cornel Mihalache, que nos hace sentir como si el tiempo y la materia se debatiesen en una lucha de encuentros por el minuto final, en un local imaginario de la “Columna sin fin”. Pienso que fueron enunciados los pontos referentes principales del pensamiento estético y de la imaginativa que dirigieron sus obras para el pensamiento plástico moderno, y que hicieron de este hom-bre uno de los mayores escultores del siglo XX, debido a las reper-cusiones que tuvo en la escultura hasta los días de hoy: -la busca de la esencialidad de las cosas -su representación simbólica -el mínimo de registros explícitos. “Antes no había nada”, ni tiempo…, y las fuerzas se realizaban a través de atracciones y retracciones de las masas cósmicas. Volvien-do al documental de Mihalache: -como en los encuentros y desen-cuentros entre la Vida y la Muerte que nos propone Bergman en algunas de sus películas , donde hay un eterno en que los espacios temporales nos remeten para un espacio sin fin -, lo mismo se pasa en el lento y rico ritmo de la película que nos fue presentada; senti-mos, en los silencios, el hilo conductor del pensamiento que habita en la obra de Brancusi, rica en su búsqueda coherente y persistente, como si el artista a través de sí nos quisiese elevar hasta los pilares de la Verdad de la Creación de los universos galácticos que constitu-yen hasta los días de hoy “lo desconocido” de la Humanidad. • Al contrario de los “Pájaros en vuelo” que parecen captar la luz de los cielos en el brillo desmaterializado de sus superficies pulidas, conquistando toda la inmaterialidad del pensamiento, en rincones donde solamente está permitida la entrada de la luz, con la ”Mesa del Silencio” uno siente el altar de los tiempos a la espera de un nuevo ritual (como una “instalación” diríamos hoy, en la sombra de las nuevas estéticas de la época post-humanista). El gotear del agua de la lluvia en el mismo ponto, creando una vul-va, para fecundar otros mundos, en los momentos compasados: reloj de un tiempo sin límites, reloj sin punteros en él que todas las lectu-ras temporales son permitidas…es un momento cinematográfico de extrema belleza. Este conjunto de propuestas muy bien articuladas en su organiza-ción, hizo de la tarde del 14 de Abril de 2007 un tiempo de re-flexión, un tiempo de cultura y de conocimiento, que nos lleva a exigir de todos, y de cada uno de nosotros, que nos apoyásemos en este ejemplo para futuras realizaciones. Reconocemos que toda la equipa que propuso la realización de este evento tiene la fuerza de voluntad necesaria para la realización de este tipo de eventos enri-quecedores para todos. MARÍA JOÃO FRANCO
>>. En 2005, el documental “Brancusi”, realizado por el Ministerio de Cultura de Rumanía, representó Rumanía en la primera edición del Fes-tival de Documentales del Sur de Europa de Ottawa, Canadá. Este documental fue incluso en la Enciclopedia Virtual dedicada a C. Brancusi y concebida por la Sociedad Cultural Noesis y UNESCO. Antes de la proyección del documental, Álvaro Lobato de Faria, uno de los más importantes críticos de arte de Portugal y el Director Coor-dinador del Movimiento de Arte Contemporáneo (MAC, Lisboa), espacio cultural comprometido con la divulgación del arte, en que la reflexión de la lengua portuguesa y el lenguaje universal de las artes plásticas se ligan, dio una conferencia sobre la importancia de ART



UMA EMBAIXADA DA CULTURA ROMENA EM PORTUGAL

O U

P A R A Q U A N D O U M A E M B A I X A D A D A C U L T U R A P O R T U G U E S A

EM PORTUGAL?


Não queria falar do evento na Biblioteca Orlando Ribeiro, sem falar um pouco do Dr. ÁlvaroLobato de Faria, que tive o enorme privilégio de conhecer há uns anos. Palavras são quase escusadas para falar do Dr.Álvaro Lobato de Faria, figura pública de grande relevo na cultura das artes em Portugal, no estrangeiro, sobretudo nos países ligados à lusofonia. Conferencista de personalidade inconfundível, com um posicionamento cultural meritório, Álvaro Lobato de Faria faz do seu MAC Movimento Arte Contemporânea, com sede em Lisboa,de que é director e coordenador, o ponto de convergência das várias linguagens plásticas, partindo daí para grande divulgação em palestras e conferências por todos os países de língua portuguesa. Diríamos que estamos perante um homem de excepção, um apaixonado pelo culto da amizade, do bem-estar e do saber. Porque para Álvaro Lobato de Faria o saber é o interiorizar do conhecimento adquirido como conhecimento do sensível, do revelar da criatividade, do ter para redistribuir, este homem é um indivíduo extremamente versátil, tanto no campo das artes como no campo das letras. Mais diria que Lobato de Faria é um Poeta da Vida, fazendo chegar a toda a gente um sentido de humanidade e solidariedade que tanto escasseiam nos tempos que vivemos . Seria portanto de esperar que a tarde do passado dia 14 de Abril na Biblioteca Orlando Ribeiro em Lisboa acolhesse um evento de tão particular interesse como a palestra que o Dr. Álvaro Lobato de Faria proferiu sob o tema “Percurso-ObradeBrancusi”. Fazendo o percurso não paralelo,mas complementar entre a vida e a obra de Constantin Brancusi, abordou o percurso daquele artista numa dinâmica perspectiva histórica e estética, fazendo-se acompanhar no decorrer da palestra por uma boa apresentação de imagens, descrevendo assim as preocupações plásticas, estéticas e espirituais inerentes à obra de Brancusi. Pegando nesta vertente da palestra do Dr. Álvaro Lobato de Faria, tentarei falar um pouco da intencionalidade estética que Brancusi introduziu na sua obra e do modo como nos faz repensar, hoje, fins do sec.XX, inicio deXXI, o espírito das suas obras e das suas propostas. Começando por peças como”as musas adormecidas” que Brancusi repete incessantemente e partir de “Danaide“ simplificando a forma até à exaustão, como se procurasse a geometria intrínseca do começo dos começos, pondo-nos a nós na situação de ”buscadores“ da forma essencial desta planura aparentemente bidimensional até à rotação eterna que à força dos tempos se interrelacionasse com uma infinidade de galáxias, conjuntos de pequenos ovóides que povoassem um universo-outro. Se na geometria pura encontramos a verdade das coisas,na coincidência dos registos, a força estática dos equilíbrios únicos, pensamos poder transportar-nos para o pensamento de Brancusi, tendo ele elaborado um trajecto espiritual e esté-tico no sentido de alcançar a Verdade da “coisa” objecto de elaboração mental obectivada em acto no conjunto da sua obra. Falamos principalmente de “Começo do mundo” de “Escultura para cegos” em que as estruturas internas, os vectores direccionais se“coincidem” por forma a criar uma verdade interna ou interior que o artista, por força das suas convicções e pesquisas “intencionaliza” nestas formalizações, tão próximas das geometrias outrora sagradas…, nas estruturas de ínfimos animais que nos povoam, nos ícones das antigas “escritas” .

A "Mesa do Silêncio”exibe- se num maravilhoso plano cinematográfico genialmente conseguido pelo realizador no filme “Brancusi” de Cornel Mihalache, que nos faz sentir, como se o tempo e a matéria se debatessem numa luta de encontros pelo minuto final, num local imaginário da “Coluna sem fim”.

Penso que no fundamental foram enunciados os referentes principais do pensamento estético e da imagética que direccionou as suas obras para o pensamento plástico moderno, e que fez deste homem um dos maiores escultores do sec XX pelas repercussões que teve na escultura ainda dos nossos dias: - a busca da essencialidade das coisas - sua representação simbólica-o mínimo de registos explícitos. “Antes não havia nada”, nem tempo…, as forças realizavam-se através de atracções e retracções das massas cósmicas.

Voltando ao filme de Mihalache: - como nos encontro se desencontros entre a Vida e a Morte que nos propõeBergmanemalgunsdosseusfilmes,assimháumeternoemqueosespaçostemporaisnosremetemparaumespaçosemfim-assimetam-bémnolentoericoritmodofilmequenosfoiapresentado,sentimos, nos silêncios, o fio condutor de um pensamento que habita- mos na obra de Brancusi, rica na sua pesquisa coerente e persistente como se o artista através de si nos quisesse elevar aos pata-maresdaVerdadedaCriaçãodosuniversosgalácticosquefazemaindahoeo“desconhecido”daHumanidade.Contrariamenteaospássarosemvoo”queparecemcaptardoscéusluznosbrilhosdesmaterializadosdassuassuperfíciespolidas,conquistandotodaaimaterialidadedopensa-mento,emnichosondesóàluzépermitidoentrar,ema”MesadoSilêncio”,sente-se o altar dos tempos na espera de um novo rito (qual “instalação” diríamos hoje, à sombra das novas estéticas

da época post-humanista). O gotejar da água da chuva no mesmo ponto, criando uma vulva, como se penetrar pudesse, para fecundar outros mundos, em momentos compassados: relógio de um tempo sem limites, relógio sem ponteiros em que todas as leituras temporais são permitidas…é um momento cinematográfico de extrema beleza. Este conjunto de propostas muito bem articuladas na sua organização, fez da tarde de 14 de Abril de 2007 um tempodereflexão,umtempodeculturae conhecimento,quenoslevaaexigirdetodos, e de cada um de nós, que nos firmemos neste exemplo para futuras realizações.Reconheçamos que toda a equipa que propôs a realização deste evento tem em si, aforçadavontadedorealizarparaenriquecertodosecomquemcomelescolabora.MARIAJOÃOFRANCO
NIRAM ART Página24










A MÍSTICA DA FORMA



Partimosdosentidode“gosto,do amordascoisas,doamorsentidobiunivocamente,comosenãosaíssemosdenós,eesse“gosto-amor”sedetivessenotodoquesomos,deemoçõesepensa-mentos.EssaobsessãopelaformaeleitaporBrancusiequeodelatanessa“Danaide”,revelauma“ideia”naobraconstantementeinscri-ta,umsentidodecomeçodomundo,dosmundos,doCosmos…Ondecadapartículaseauto-destinaemconfrontosmúltiploscomtodasaspartículasdoUniverso.O“ovo-mater”queseexpandenasgaláxiasdacriação,dacriatividade,eserepeteincessantementenasmusasadormecidas,queamaisdespertarãoequeapelamaqueasolhemosnapassivida-dequeéadossereseternos…Esseapelodosdespertaresmágicosestãopresentesnestasobrasdeummisticismoenvolvente,comodeusasmutiladasàesperadeumcorpoqueassumaaformatotalde“mulher”.Aesperasensualdessachegadaprovocaemnósosenti-mentodeestarmosperantedivindadesdeumqualquerritualpagão,emqueasensualidadeeodeseosãoosentidodorepresentado,referenteimagéticoquesecruzapermanentementecomasimplici-dadedaforma,comoprazerdereconheceroinicioobectivadono“obecto-em-si”.Iniciaremosassimuma“viagem”atravésdavidaeobradeBrancusi,nascidoemHobita,Roménia,em1876econsideradohopeloscríticosehistoriadorescomoopioneirodaesculturamoderna.Percursordominimalismo,contemporâneodosconstruti-vistasrussosqueprocuravamatravésdadesconstruçãoformal,umalinguagemuniversalparaaarte,coexistindoestaideiacomadaconstruçãodeumasociedadedevanguardaemqueaculturafossepassíveldeserabsorvidaportodaahumanidade.MasotrabalhodeBrancusiconsistiamuitomaisnapes-quisadapurezadaforma,abrindoassimcaminhoparaasváriasabstracçõesquefazemhoepartedahistóriamundialdaartedoséculoXX,comasnecessáriasenaturaisincidênciasnoséculoXXI,diríamosmesmo,semgrandesalteraçõesestruturaisdopontodevistadapesquisaformaleestética…ComoobservaRenéHuygheem“L´ArtetL´Homme”:“todaaesculturamodernaseapoiasobreosombrosdeBrancusi”.Asuatraectóriainicia-secomofoiáreferidoemHobita,suaterranatal,nosopédosCárpatoseaírecolheouniversoimagi-nárioqueviráasuportartodaaimagéticadasuaobra.Escultorabs-tracto,consideradoopioneirodaesculturaabstracta.EmParisredescobreaesculturaprimitivaeumaformamaistáctildoquevisualdeabordarasuaartedesenvolvendo-anosentidodeprivilegiarasimplicidadeformal,tornando-acoerentecomaexpressividadedasfiguras,tendosemprecomoobectivooalcançar“overdadeirosignificadodascoisas”....Aformacircularqueporrelaçõesdemassasseprolongaparaalémdosseuslimitesprimeiroseseadaptaqualúterocontentoratodasasimposiçõesinteraseexternas,possibilitaumainfinidadedeovóides,“musasadormecidas”quesenosdãoàcontemplaçãonumaposedepassivasensualidade.Doperceptívelvisualessasensualidadeapelaaindapelacoremaciezamaterialà,apropriaçãotáctildaformaqueassimsenosoferece.Em“Esculturaparacegos”cuarepresentaçãoreferenãouminvisualmassimtodosaquelesqueapesardepoderemvernãooconseguem.Umexamecontemplativododesenhodasformaselemen-tares,deumaelegantemanipulaçãodemateriaisbásicos,“ocomeçodomundo”é,comefeitoexemplarnotávelnaobradeBrancusi.Nasuadiscretaconsideraçãosobreessencialidademetafísicadascoisas,Brancusienunciaarelaçãonarrativadefor-masfacilmenteidentificáveisovos,cabeças,pássaros,colunaseassuasformasparalelassimilares:ovóides,formasligeiramentearqueadas,fragmentosgeométricosdeobectos.Talcomoosseuscontemporâneosnovirardoséculoossimbolistas,osprimeirosabstraccionistas,incluindoPietMon-drian,FrantzKupkaeKasimirMalevich,Brancusiencontrouomododedarexpressãoatemasespirituaisefilosóficos,eledesco-briuamaiseloquentemaneiradedarexpressãoaonãodescritivoouaformastotalmenteabstractas.Tambémterásidoinfluenciadopelaesculturapopularafricana.Tendosidoápostacomoteseaideiadequeeleseterádeixado“primitivizar”nosprimeirosanosdasuacarreira,talvezpelocontactoqueestabeleceuemParisondereinavaentreosartis-tasumagrandebuscaepaixãopelarecém-descobertaarteafricana,dequealiástiratambémgrandepartidoPicassoqueviriaatornar-seconuntamentecomBrancusiumoutropioneirodaarte.



PoemadeMariaJoãoFranco



Noscaminhosdamemóriatocamo-nosnafinitudedas”coisas”nasmãossecasdoolharOlhamosas“coisas”nossas,redescobrimos asnossasinfâncias,osnossosdeseos,osnossosfins.ALua,génesedesonhosOSol,génesedaVidaATerra,génesedasvidas.Noprincípiodas“coisas”nãohavia“nada”qualvácuoinfinitoondesegeraoóvulopartilhado.Qualúterocósmico,Lugardetodasaseternidadesondeoprincípioeofimseencontramnaobragerada,Aí,ondenãoháolhares:Háumserquedeterminaasuaexistênciaeasuacoexistência.Formaessencial
ART Página25



PodemosanteverumasingularsemelhançanosconceitosrepresentacionaisentrePicassoeBrancusinasimplificaçãoformalquedecorredapimeiraDanaide,oumesmodemllePoganyPaulMorandem1930profetizouque“asobrasdeBrancusiornamentariamaspraçasdetodasascidadesdomundo”.Umaprofeciaquesecontahoenãoexactamenteempresençafísica,masefundamentalmenteemespírito.Assuasobraspodemserencontradasemquasetodososmuseuspúblicosouenormescolecçõesprivadas,sobretudonosEstadosUnidoseAustrália,fazendopartedoenormepatrimóniodahumanida-de.NãoéporacasoqueasobrasdeBrancusisãotãopreciosasque“Danaide”,cabeçademulherfolheadaaourofoiarrematadanacasaChristie´semNovaYorkporumanónimo,ebateuorecordeporumaúnicapeçapagaemleilãode18,159.500dólares.MaistardeumaoutrapeçadeBrancusi,“Birdinspace”bateorecordedevendascomoapeçadeesculturamaiscaradomundoten-dosidovendidapor27,4milhõesdedólares.Apeçatinhasidomantidanamesmafamíliadesde1937,nãosendoconhecida,foicomprovadaasuaautenticidade,apenasdiasantesdavenda.Éhoeconsiderada,aesculturamaiscaradomundo.......QueremosaindareferirqueBrancusiaologodetodaasuacarreiraretomaconstantementeostemasfundamentaisquerevelamassuasconvicçõesespiritais,asuapreocupaçãopelaessencialidadedascoisas,tornando-assimultaneamente fim,começo erecomeçodetudo,numarelaçãodetraectórias emqueafinalidadedoobectoartísticochamaasitodas as épocas passadas…numa auto--reflexãosistemáticaemqueoartistaparece quererchegaratravésdofazeràverdadedoacto dacriação.Morreem1957emParis,eternizando-seporumaobracons-tantementeabertaatodoopensamentoartístico moderno.Fará sempre a história do mundo naeternidadequenosépossível…ABrancusi dirigimos estas últimas palavras…ÁlvaroLobatodeFariaDirectorCoordenadordoMACMAC-MovimentoArteContemporânea










Poema para a Eternidade sobre a obra de Brancusi










Não!Noslimitesdotempo










Játudotinhaacabado










Paraládotempo










Ainda havia










UmMar imensodetrevas










UmCéuimensodeestrelas










UmRostoimensodeolhar










NoslimitedotempoInfinitoinacabado!










Nãohátempo










Nemlugaralgum










Ondenãopossamoschegar…










MariaJoãoFranco.










domingo, julho 15, 2007

Imprensa estrangeira


Asymetria - revue roumaine de culture
17 Iunie 2007 / Madrid
Aparitia ultimului numar al revistei Niram Art, SpaniaRevista Niram Art continua divulgarea artei romanesti in Spania si Portugalia. Ultimul numar, aparut de curand si in varianta online, este dedicat lui Constantin Brancusi. Acest lucru vine in urma organizarii de catre Romeo Niram, fondatorul revistei, la Lisabona, in luna Aprilie a cestui an, a unei serii de evenimente de omagiere a sculptorului roman cu ocazia implinirii a 50 de ani de la moarte. Astfel numarul 8 al revistei prezinta pe larg conferinta despre arta lui Brancusi tinuta de Alvaro Lobato de Faria, un important critic de arta portughez, la Biblioteca Orlando Ribeiro, o cronica despre aceste evenimente semnata de pictorita Maria João Franco, articolul "Romanismul lui Brancusi in Portugalia" de Andra Motreanu, si eseul lui Mircea Eliade, "Brancusi si esenta zborului" in limba spaniola.
Vezi tot comunicatul >>, critique et imagination
maio
Estamos em Maio e os dias contam a história deste mundo incerto. Dediquei uma boa parte da minha tarde a fazer login mas deu sempre erro . Não percebo porquê! Entramos ,mas a nossa incoerência não deixa repetir o sucesso... Metáforas de quem não tem a vida inscrita nos vocábulos do tempo. Boa noite.
Maria João Franco

A Mãe
Estou triste. O sofrimento enegresse-me a alma. Se eu o pudesse abraçar e passar para mim um pouco de tanta tortura. Como o amor de mãe pode tornar-se em tanta angútia. Já foi. A leveza da criança loira a correr pelo jardim. Já foi o calor morno do colo da mãe. Ainda Maio. E a morte ronda a Mãe. O colo já não é morno. O peito já não é terno. A mãe morre devagar e ainda é Maio e o meu amigo sofre. quanto do amor, quanto da ternura quanto das memórias lhe guarda o corpo. e ainda é Maio...
Maria João Franco

Journal ©
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segunda-feira, julho 09, 2007

sexta-feira, junho 29, 2007

foto de Maria João Franco
lugar dos desencontros ou os sítios da memória...




O MOTIM
6 de maio de 2005- ESPAÇO ALFAMA/ LISBOA

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sábado, junho 16, 2007

Pintura
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