
quinta-feira, março 06, 2008
sábado, março 01, 2008
quinta-feira, fevereiro 28, 2008
quarta-feira, fevereiro 27, 2008
domingo, fevereiro 24, 2008
Tu não aconteces,quando eu te quero.
terça-feira, fevereiro 12, 2008
Cidade em saldo

Cidade em saldo
A cidade não voa
na hora de ponta
Soa a som
Soa a gente
Vazio nas pessoas
Esquecido
na memória do tempo
Não se sabe quem
não se sabe se
não se sabe como.
Ninguém é.
Não há!
A cidade esquece o tempo
que foi:
as memórias feitas de lixo
a calçada batida
martelo a martelo.
Já não há calçada.
O mar.
A lama.
O espelho de água.
Cidade em saldo
à espera talvez
num tempo qualquer
de ideais feito
por fazer ainda.
Maria João Franco
2001
A cidade não voa
na hora de ponta
Soa a som
Soa a gente
Vazio nas pessoas
Esquecido
na memória do tempo
Não se sabe quem
não se sabe se
não se sabe como.
Ninguém é.
Não há!
A cidade esquece o tempo
que foi:
as memórias feitas de lixo
a calçada batida
martelo a martelo.
Já não há calçada.
O mar.
A lama.
O espelho de água.
Cidade em saldo
à espera talvez
num tempo qualquer
de ideais feito
por fazer ainda.
Maria João Franco
2001
segunda-feira, fevereiro 11, 2008
Insinuações

Toda a apresentação plástica tem no gosto do olhar a procura do táctil, do sensual, do amor pelo feito, do amor pela Vida.
E a vida é feita de uma “assemblage” de sentidos que se entreolham, se entrelaçam, e se entre amam.
Aí reside o “eros” da vida, o sentido erótico da Arte.
Os contrastes de luz e sombra acentuam a vontade e o desejo do “estar” e da sua forma.
A síntese da representação insinua a vontade de mostrar e de tornar desejável o que lá não está.
O gosto da pele, o olhar dirigido pela ausência, procura erotizar precisamente o não representado, mas sim sugerido.
E a vida é feita de uma “assemblage” de sentidos que se entreolham, se entrelaçam, e se entre amam.
Aí reside o “eros” da vida, o sentido erótico da Arte.
Os contrastes de luz e sombra acentuam a vontade e o desejo do “estar” e da sua forma.
A síntese da representação insinua a vontade de mostrar e de tornar desejável o que lá não está.
O gosto da pele, o olhar dirigido pela ausência, procura erotizar precisamente o não representado, mas sim sugerido.

A força da vontade, do amor,”insinuam-se” no não directamente representado e oferecem-se ao espectador como um apelo a sentidos ocultos, secretos, digamos, antes, poetizados.
Maria João Franco
2008
No amanhecer das minhas ilusões

No amanhecer das minhas ilusões
estaremos deitados de mão dadas
olhar-nos- emos nos corpos com carinho
beijar-nos- emos nos olhos com ardor.
Toda uma lógica de vida, meu amor
Todo um existir assim vivido
nesta loucura de estar viva,
de me mascarar de sóbrios sentimentos,
para me esconder,
pensando em ti.
Maria João Franco
nov 1996
quinta-feira, fevereiro 07, 2008
quarta-feira, fevereiro 06, 2008
segunda-feira, fevereiro 04, 2008
sexta-feira, fevereiro 01, 2008
terça-feira, janeiro 15, 2008
novas imagens
Navegantes do Silêncio
Tenho medo do silêncio
No suor do teu olhar
Do discurso em cada hora
Que insistes em navegar
Tenho medo
Das paredes de silêncio
Em que me fecho a sonhar
Do delírio em que estremeço
No meu próprio navegar
Das frases em que me envolvo
Das carícias que me trago
Do respirar arquejante
Em frenesins de silêncio
de saber quanto te amo.
Dos sonhos em que me faço.
Que em torno do meu sono
Teimam em não me acordar
Maria João Franco Lisboa 2006
domingo, janeiro 13, 2008
sábado, janeiro 12, 2008
domingo, janeiro 06, 2008
quinta-feira, dezembro 20, 2007
segunda-feira, dezembro 10, 2007
Conhecer
Júlio PomarPermitimo-nos chamar a atenção para o espaço histórico em que situa a estética plástica e literária do Movimento Neo-realista Português pela pouca visibilidade que é dada a esta expressão artística na nossa História da Arte.
(seguir-se-á texto inerente a este tema a que chamaremos "Esboço para o estudo da Pintura Neo-Realista em Portugal")
-------------------à parte...
Cara Maria João,
Apresento-me: Chamo-me Flavio Botton, sou professor de literatura portuguesa no Brasil e particularmente interessado na literatura neo-realista portuguesa.
Navegando pela rede, tive o prazer de conhecer o seu blog e logo em seguida seu sítio.
Parabenizo-a pelas belas obras lá expostas, em especial pela Série "Os Passos", que me
causaram grande impressão e me fizeram imaginar a força que devem ter em seu tamanho real.
O que me levou, porém, até o blog foi uma busca em torno das palavras
"pintura neo-realista".
Entendi que pretende desenvolver trabalhos nesta matéria, estou certo?
Aqui, do outro lado do mar, temos uma imensa dificuldade de encontrar obras sobre este assunto.
Por este motivo tomei a liberdade de escrever: gostava de saber se pode me indicar alguns livros sobre pintura neo-realista portuguesa.
Agradeço muito se puder compartilhar comigo algumas "dicas", pois, ainda que tenha estudado um bocado a literatura neo-realista, estou apenas a começar a conhecer as artes plásticas portuguesas.
Saudações cordiais,
Flavio.
P.S. Até o momento, a única referência que encontrei foi esta:
FRANÇA, José Augusto – A Arte em Portugal no século XX, 3ª ed., Venda Nova, Bertrand ed., 1991.
Etiquetas:
Da História da Pintura
domingo, novembro 25, 2007
terça-feira, novembro 20, 2007
Fino al 16.III.2002
Rouault
– Il Circo, la Guerra, la SperanzaMilano, Palazzo delle Stelline
La prima mostra pubblica a Milano, dedicata a Georges Rouault, dopo la storica antologica del 1954: ottanta opere grafiche, comprendenti i più famosi capolavori, testimoniano il valore di uno dei massimi artisti del XX secolo,
La prima mostra pubblica a Milano, dedicata a Georges Rouault, dopo la storica antologica del 1954: ottanta opere grafiche, comprendenti i più famosi capolavori, testimoniano il valore di uno dei massimi artisti del XX secolo,
per decenni ingiustamente trascurato...
1 commento trovato 20/10/2007
Maria Joao Franco, Portugal

Comme Roualt il y a tant d'artistes oubliés et soutterés dans l'univers des arts par des jeux d'interets de pouvoir où la culture est la plupart des fois absente.Ça arrive ici au Portugal comme aux outres pays.Ce sont les moyens que les pouvoirs economiques trouves de s'imposer dictatorialement, faisant oublier ceux qui ne servent pas ces interets.
Maria João Franco
www.casamarela5b.blogspot.com
Como acontece com Rouault há inúmeros artistas esquecidos e soterrados no universo das artes por jogos de interesse e de poder em que a Cultura está na maior parte das vezes ausente.
Isto acontece aqui, em Portugal, como em qualquer outro país.
São os meios que os poderes económicos usam para se impôr ditaturialmente,fazendo esquecer todos os que não servem os seus interesses.
Maria Joao Franco
Este comentário que me surgiu a propósito da noticia sobre a exposição de Roault, insere-se na minha "base" de pensamento em tudo o que refere o estatuto do artista na sua relação com a (s) sociedade(s) que publicarei neste blog e/ou em http://www.casamarela5b.com/
____________________________
..."sendo uma artista plástica de volta ao nosso País, após residir em Londres nos últimos vinte e tal anos... sinto que as "elites", os "lobies" e como refere
"Como acontece com Rouault há inúmeros artistas esquecidos e soterrados no universo das artes por jogos de interesse
e de poder em que a Cultura está na maior parte das vezes ausente."
permanecem as mesmas e os artistas que não se inserem nos jogos de interesse á sua volta, são esquecidos e postos de parte.
Um abraço
Fernanda Seles"
"Como acontece com Rouault há inúmeros artistas esquecidos e soterrados no universo das artes por jogos de interesse
e de poder em que a Cultura está na maior parte das vezes ausente."
permanecem as mesmas e os artistas que não se inserem nos jogos de interesse á sua volta, são esquecidos e postos de parte.
Um abraço
Fernanda Seles"
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