pintura

sábado, março 01, 2008

MUSEU DA ÁGUA.||.MAC




Museu da Água da EPAL

18 de Março de 2008




PINTURA

galeria das bombas


MAC


Movimento Arte Contemporânea


6 de maio 2008/30 de maio de 2008

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

A Noite


Partiu-se o elo que me ligava a mim:


poder de ilusão construida.


De mim, e dentro,a fortaleza onde a guardo.


A Dor,


parceira das minhas ilusões,


ficou...


O Tempo,


esse espaço vital percorrido por todos os afectos,


ficou


assim


também.

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

domingo, fevereiro 24, 2008

Tu não aconteces,quando eu te quero.


Tu não aconteces, quando eu te quero

não falas ainda, quando eu te escuto.

tu não dizes, quanto eu te encontro.

Tempos passados de saber sentido

Tempos esquecidos de saber sofrido

Não sabes ainda quanto eu te entendo.

Maria joão Franco,fev.2008

terça-feira, fevereiro 12, 2008

Cidade em saldo





















Cidade em saldo

A cidade não voa
na hora de ponta

Soa a som
Soa a gente

Vazio nas pessoas
Esquecido
na memória do tempo

Não se sabe quem
não se sabe se
não se sabe como.
Ninguém é.
Não há!

A cidade esquece o tempo
que foi:
as memórias feitas de lixo
a calçada batida
martelo a martelo.

Já não há calçada.
O mar.
A lama.
O espelho de água.
Cidade em saldo
à espera talvez

num tempo qualquer
de ideais feito
por fazer ainda.

Maria João Franco
2001

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Insinuações


Toda a apresentação plástica tem no gosto do olhar a procura do táctil, do sensual, do amor pelo feito, do amor pela Vida.
E a vida é feita de uma “assemblage” de sentidos que se entreolham, se entrelaçam, e se entre amam.
Aí reside o “eros” da vida, o sentido erótico da Arte.
Os contrastes de luz e sombra acentuam a vontade e o desejo do “estar” e da sua forma.
A síntese da representação insinua a vontade de mostrar e de tornar desejável o que lá não está.
O gosto da pele, o olhar dirigido pela ausência, procura erotizar precisamente o não representado, mas sim sugerido.


A força da vontade, do amor,”insinuam-se” no não directamente representado e oferecem-se ao espectador como um apelo a sentidos ocultos, secretos, digamos, antes, poetizados.
Maria João Franco
2008

No amanhecer das minhas ilusões




No amanhecer das minhas ilusões

estaremos deitados de mão dadas

olhar-nos- emos nos corpos com carinho

beijar-nos- emos nos olhos com ardor.



Toda uma lógica de vida, meu amor

Todo um existir assim vivido

nesta loucura de estar viva,

de me mascarar de sóbrios sentimentos,

para me esconder,

pensando em ti.

Maria João Franco
nov 1996

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

quarta-feira, fevereiro 06, 2008

terça-feira, janeiro 15, 2008

novas imagens

Navegantes do Silêncio

Tenho medo do silêncio
No suor do teu olhar

Do discurso em cada hora
Que insistes em navegar

Tenho medo

Das paredes de silêncio
Em que me fecho a sonhar

Do delírio em que estremeço
No meu próprio navegar

Das frases em que me envolvo
Das carícias que me trago

Do respirar arquejante
Em frenesins de silêncio
de saber quanto te amo.


Dos sonhos em que me faço.


Que em torno do meu sono
Teimam em não me acordar

Maria João Franco Lisboa 2006

domingo, janeiro 13, 2008

sábado, janeiro 12, 2008

domingo, janeiro 06, 2008

IMAGENS_Para novas imagens


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imagens para o Cecílio Flor

quinta-feira, dezembro 20, 2007

segunda-feira, dezembro 10, 2007

Conhecer

Júlio Pomar
Permitimo-nos chamar a atenção para o espaço histórico em que situa a estética plástica e literária do Movimento Neo-realista Português pela pouca visibilidade que é dada a esta expressão artística na nossa História da Arte.


(seguir-se-á texto inerente a este tema a que chamaremos "Esboço para o estudo da Pintura Neo-Realista em Portugal")
-------------------à parte...
Cara Maria João,
Apresento-me: Chamo-me Flavio Botton, sou professor de literatura portuguesa no Brasil e particularmente interessado na literatura neo-realista portuguesa.
Navegando pela rede, tive o prazer de conhecer o seu blog e logo em seguida seu sítio.
Parabenizo-a pelas belas obras lá expostas, em especial pela Série "Os Passos", que me
causaram grande impressão e me fizeram imaginar a força que devem ter em seu tamanho real.
O que me levou, porém, até o blog foi uma busca em torno das palavras
"pintura neo-realista".
Entendi que pretende desenvolver trabalhos nesta matéria, estou certo?
Aqui, do outro lado do mar, temos uma imensa dificuldade de encontrar obras sobre este assunto.
Por este motivo tomei a liberdade de escrever: gostava de saber se pode me indicar alguns livros sobre pintura neo-realista portuguesa.
Agradeço muito se puder compartilhar comigo algumas "dicas", pois, ainda que tenha estudado um bocado a literatura neo-realista, estou apenas a começar a conhecer as artes plásticas portuguesas.
Saudações cordiais,
Flavio.
P.S. Até o momento, a única referência que encontrei foi esta:
FRANÇA, José Augusto – A Arte em Portugal no século XX, 3ª ed., Venda Nova, Bertrand ed., 1991.

domingo, novembro 25, 2007

terça-feira, novembro 20, 2007


Fino al 16.III.2002

Rouault

– Il Circo, la Guerra, la SperanzaMilano, Palazzo delle Stelline
La prima mostra pubblica a Milano, dedicata a Georges Rouault, dopo la storica antologica del 1954: ottanta opere grafiche, comprendenti i più famosi capolavori, testimoniano il valore di uno dei massimi artisti del XX secolo,

per decenni ingiustamente trascurato...


1 commento trovato 20/10/2007

Maria Joao Franco, Portugal

Comme Roualt il y a tant d'artistes oubliés et soutterés dans l'univers des arts par des jeux d'interets de pouvoir où la culture est la plupart des fois absente.Ça arrive ici au Portugal comme aux outres pays.Ce sont les moyens que les pouvoirs economiques trouves de s'imposer dictatorialement, faisant oublier ceux qui ne servent pas ces interets.

Maria João Franco

www.casamarela5b.blogspot.com


Como acontece com Rouault há inúmeros artistas esquecidos e soterrados no universo das artes por jogos de interesse e de poder em que a Cultura está na maior parte das vezes ausente.

Isto acontece aqui, em Portugal, como em qualquer outro país.

São os meios que os poderes económicos usam para se impôr ditaturialmente,fazendo esquecer todos os que não servem os seus interesses.
Maria Joao Franco



Este comentário que me surgiu a propósito da noticia sobre a exposição de Roault, insere-se na minha "base" de pensamento em tudo o que refere o estatuto do artista na sua relação com a (s) sociedade(s) que publicarei neste blog e/ou em http://www.casamarela5b.com/

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..."sendo uma artista plástica de volta ao nosso País, após residir em Londres nos últimos vinte e tal anos... sinto que as "elites", os "lobies" e como refere
"Como acontece com Rouault há inúmeros artistas esquecidos e soterrados no universo das artes por jogos de interesse
e de poder em que a Cultura está na maior parte das vezes ausente."
permanecem as mesmas e os artistas que não se inserem nos jogos de interesse á sua volta, são esquecidos e postos de parte.
Um abraço
Fernanda Seles"