sábado, junho 16, 2007
quinta-feira, junho 14, 2007
quinta-feira, maio 31, 2007
Vou ter que te deixar
agora
meu amor
tão perto da loucura!
que eu não sei
se foi assim
tudo o que inventei
e construi;
ou se foi de facto
ou ainda é
o Amor exacto
nov. 1999
Se eu enlouquecer fora de mim,
Leiam o meu cérebro.
Nele estará toda a lógica do meu ser:
nele estará o rio do teu olhar,
nele estará a vontade de te amar,
nele estarás todo inteiro á minha espera.
No amanhecer das minhas ilusões,
estaremos deitados de mãos dadas,
olhar-nos-emos nos corpos com carinho,
beijar-nos-emos nos lábios com ardor.
Toda uma lógica de vida,
meu amor.
Todo o meu existir assim vivido
nesta loucura de ser vida:
de me mascarar de sóbrios pensamentos,
para me esconder,
pensando em ti.
Maria João Franco
sexta-feira, maio 18, 2007

XIII aniversário 2007
… nas sombras te encontro
AMIGO
e é como se aí não estivesses.
rasgas o som com teu grito
e o grito em mim vibra
como se eu aí estivesse.
Pura osmose:
como se o som e a cor estivessem
num universo onde não estou
e tu te encontras
MEMBRANA SEM LIMITE!
É esta sensação de espaço universal, de abertura total, de janela para o infinito, de sintonia vibrátil que encontro neste pouco, mas extraordinariamente enriquecedor tempo em que tenho vindo a trabalhar junto do Álvaro Lobato de Faria, pessoa inconfundível e insubstituível na sua capacidade de nos proporcionar uma grande sensação de energia criativa, de vontade de afirmação e de “ser” na nossa existência mais plena de artistas e de criadores.
O MAC nas pessoas de Álvaro Lobato de Faria e de Zeferino Silva, torna-se um lugar mágico, onde apetece que as” coisas” aconteçam.
É nesta qualidade que encontro, encontramos no MAC, o desejo de fazer convergir esforços para a realização de todos os projectos culturais propostos, que reside toda a riqueza cultural deste espaço.
Como disse Álvaro Lobato de Faria há um ano “divulgar a arte é antes de mais um acto de cultura e uma missão de cidadania”
Maria João Franco
Maio de 2007
quinta-feira, maio 17, 2007
sexta-feira, maio 11, 2007


A "forma "visual tem a forma do sentir ,do arrancar,do dissociar para reconstruir.
Essa dissociação constante,essa reavaliação persistente,essa dinâmica latente contem toda a poética da minha obra.
Cada imagem criada conterá já em si o potencial para a sua auto-reconstrução.
Isto é um processo mental que me ultrapassa na sua mecânica. Mas é assim e sistemático, não no acto do destruir para reconstruir dentro da mesma identidade, com o distanciamento necessário para a não repetição em acto contínuo, desconstextualizando-se para se igualar.Não é uma história de repetições mecânicas de formas inventadas.
série "estórias...encontros"2007
-"lugar dos desencontros ou os sítios da memória"****
- "tu vens tão perto...que a distância existe"*****
-"Mulheu e EU"*****
são situações "alegóricas" a estados do sentimento de estar.
O fio condutor destas mensagens passam pela relação existencial entre mim e o mundo , ora inscrevendo-me nele como peça sujeita a todas as manipulações e as memórias percorridas pela sensação de ter estado, até á constatação efectiva da existência de um EU gerador e distanciado suficientemente da ideia para poder discernir.
"Mulher e EU" e "amanhecer da memória"são talvez pontas de iceberg que se desnudam a cada passagem das horas.

caravelas
para nelas navegar...
quinta-feira, abril 26, 2007
Pintura/Desenho/estudos_1997_1999

_____________________________
tempo de o senso e o ser
1999





corpos estranhos










































