pintura

sábado, março 20, 2010

" o rio largo da minha memória"

ARC16 galeria
largo da estação, 3
Faro
até 30 de Abril



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terça-feira, março 16, 2010

"o rio largo da minha memória"/convite

arc16
galeria de arte
de 27 de março a 30 de abril
largo da estação nº3 Faro

sexta-feira, março 12, 2010

Na Galeria Municipal Artur Bual até 28 de março

Apresentação da exposição por Eduardo Nascimento,
Director da Galeria Municipal Artur Bual
Na mesa,Prof Dr Romeu Costa
Professora Dra. Margarida Calado,Historiadora,curadora da exposição,
Maria João Franco,pintora
Dr.António Moreira,vereador da Cultura da C.M. da Amadora
Dr.Álvaro Lobato de Faria,comissário,director do MAC-Movimento Arte Contemporânea

Galeria Municipal Artur Bual

de 25 de fevereiro

até 28 de março
"esta pele que dispo para nela te envolver"



sexta-feira, fevereiro 19, 2010

Exposição_Galeria Municipal Artur Bual

"esta pele que dispo para nela te envolver"

Galeria Municipal Artur Bual
Amadora

Inaugura a 25 de Fevereiro pelas 21,30h
encerra a 28 de Março de 2010

Galeria Municipal Artur Bual – Amadora
Comissário Dr. Álvaro Lobato de Faria –director do MAC – Movimento Arte Contemporânea
Curadora Dra. Margarida Calado – Historiadora – Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa
25 de Fevereiro a 28 de Março de 2010
Texto do catálogo da autoria do Professor Rocha de Sousa (catedrático da FBAUL,Pintor, Escritor, Crítico de Arte (AICA) )
OBRA ENQUANTO VIDA
Foi numa espécie de silêncios ensurdecedores que Maria João Franco sobreviveu, emergiu várias vezes, e solta agora, ao expor mais uma vez, o seu grito de intransigência perante as «forças» que carreiram modos, modas, os autores e ordens em vigor, com frequentes violações do trabalho independente, para a constelação internacional, sucesso a termo, porque outras barreiras selectivas e obscuras existirão neste século.Desde longa data que Maria João Franco foi dando prioridade a um discurso matérico e de alguma violência, proferido entre uma abstracção de teor expressionista e a convocação rochosa do corpo humano — ou do corpo simplesmente. Passo a passo, o seu imaginário recebia impressões graves do exterior, da experiência exógena, acabando por devolver às mãos da pintora fragmentos amassados na devida maturação, coisas endógenas, reanimações poéticas da morte e da vida. Tais verdades interiores, sempre em transformação mas nunca em ruptura, contrariavam o terreno minado pela cultura urbana, formações espúrias, filiação nos concursos rápidos ou guerra dos prémios. Com a sua arte reaprendemos algumas versões de valor porventura romântico, até de raiz na memória dos clássicos problematizantes, a par de uma afirmação expressionista (da mesma mágoa) assente mo testemunho de outros renascimentos e no sentido da revolta. A manipulação do gesto, abarcando logo grande parte do campo, entra depois no domínio da pasta, matéria acumulada sobre esboços líquidos. Alguns dos quais parecem despontar propositadamente nas zonas onde a autora preferiu aderir à transparência e por vezes, quando acha necessário conter a catarse, a decisão de aplicar mansas velaturas sobre troncos antropomórficos duros, brutais, escultóricos. Essa aparente moderação lírica avança com um brilho baço sobre aquelas carnações decepadas, de largas texturas e aparência lítica.Esta busca, algo arriscada, passa por matérias e cores sobretudo acinzentadas, exprimindo de facto a pedra da escultura que evoca o corpo, é um trabalho quase contínuo, quase sisifiano, princípio e fim de um todo que também nos pertence, embora sempre nos escape.Anunciada assiduamente pela sua diversidade, o percurso coerente de Maria João Franco parece abalado, sem que as suas bases se ressintam, dado que esse ponto de vista implica diferença, a simbiose entre diferença e semelhança, o que, apesar de todos os paradoxos, confere uma força inusitada a estas massas onde algum fio de sangue aflora, e mesmo nos casos em que a autora representa (na boa memória académica) os nus falsamente envelhecidos na sua intocável frescura.A forma plástica, em Maria João Franco, recupera do espaço da memória, da própria dor, com obstinação, a ideia e a imagem do corpo, mesmo quando este não se aperta entre os limites do campo e se projecta gestualmente no espaço. A liberdade do fazer, no acesso a qualquer metodologia e materiais próprios, não isenta o formador de pensar quais as razões da sua luta, quais as razões do seu objectivo, o que implica a criação ou aceitação de limites ou regras. Maria João sabe perfeitamente essa condição, porque a condição sobra mesmo quando traída com talento. Neste caso, a pintora está sobretudo ao serviço de si mesma, legando a alguém, a verdade da obra ser um destino de vida.
ROCHA DE SOUSA

texto de Dra Margarida Calado,
Historiadora, Professora da Faculdade de Belas Artes da Faculdade de Lisboa

MARIA JOÃO FRANCO
Conheci Maria João Franco como aluna da Escola de Belas Artes, numa altura em que, para além dos alunos em idade escolar, esta era procurada por muitas pessoas que, ou para completarem habilitações ou porque sempre tinham tido um desejo secreto de se tornarem artistas, a procuravam. Maria João vinha dum curso de Arquitectura no Porto, mas efectivamente a pintura era o seu caminho.Desde então, tenho seguido com algum interesse a sua carreira de artista – mulher – com uma continuidade que nem sempre se encontra no meio das artes plásticas no feminino, não obstante as vicissitudes que a vida lhe tem deparado.A sua arte é uma arte sofrida, que se a quisermos classificar será de expressionismo, um expressionismo matérico em que o tema dominante é o corpo. Expressando-se através da pintura e do desenho, numa forma que se afasta decididamente de qualquer representação académica, embora o seu ponto de partida seja, efectivamente, o mesmo – o corpo nu – nos seus corpos contorcidos, dolorosos, por vezes apenas evocados numa linguagem quase abstracta, sente-se o pulsar de alguém que não tem tido um percurso de vida fácil.Os seus nus não são eróticos – pelo menos não os sentimos assim – mesmo quando os títulos das obras o podem fazer supor (Intimidades). Mulheres, muitas vezes assim as percebemos pelos seios caídos de mulheres maduras, pela zona púbica aflorada, por vezes apenas fragmentos evocativos de um corpo – e por isso falamos de uma quase abstracção – evocam essencialmente dor, muitas vezes de evidência física que não é mais do que expressão de uma dor da alma.Nesta exposição, como acontece na sua obra, aborda também outros corpos, quase silhuetas, de animais, dificilmente identificáveis, talvez feridos, que equacionam memórias pré-históricas no observador (Bestiário). Podem ser cães, lobos – não temos a certeza – mas participam certamente da mesma dor dos humanos.A opção pela forma do tríptico apresenta-se como uma solução original, de acentuado ênfase religioso, em que duas formas de pintar - a do painel central mais densa, mais escura, também mais dramática – em contraste com as abas, de tonalidades mais suaves, evocando processos do desenho, mas também o contraste dos antigos trípticos do final da Idade Média, entre a cor intensa do painel central e as grisalhas das abas. Os nus das abas, em pose contorcida, trazem por sua vez à memória não a pintura medieval mas Ignudi miguelangelescos, portanto uma época de tensões mais acentuadas, talvez como a nossa (Retábulo para o altar dos espantos).Há um certo barroquismo na obra de Maria João Franco, pelos jogos de claro-escuro, pelos toques de vermelho que evocam martírios contra-reformistas, mesmo pela densidade matérica que a sua pintura normalmente demonstra.Maria João é também poeta, aliás quer através da palavra, quer da imagem, a sua obra é poesia no sentido pleno da palavra e aqui não temos de citar Horácio – ut pictura poesis – porque afinal as duas formas emergem paralelamente da actividade criadora da artista.
Margarida Calado
Fevereiro de 2010

quarta-feira, fevereiro 10, 2010

retábulo para o altar dos espantos

A partir de 25 de Fevereiro
na Galeria Municipal Artur Bual
"esta pele que dispo para nela te envolver"
comissária: Dra Margarida Calado - Historiadora

terça-feira, dezembro 15, 2009

sábado, novembro 28, 2009

sexta-feira, novembro 20, 2009

comentário

foto de Maria João Franco /atelier


Vicente López Alcayna
Es algo fantástico poder ver tu obra, haces sentir más de lo que podemos imaginar que está en nosotros. Tu arte está vivo y das vida a quien lo puede ver. Ojala pudiera verlo físicamente y no a través de un video o unas fotos por Internet, seguro que me causarían uno de los más grandes y hermosos placeres. Con todo el amor al arte y a ti como su manifestación un fuerte abrazo.

in Facebook

sexta-feira, novembro 13, 2009

É importante dar feedback aos criadores_faz parte da envolvência cultural







Exm.ª Senhora Dr.ª Maria João Franco

Estimada Artista
Peço muita desculpa por invadir a sua caixa de correio.

Sou um colaborador (e amigo) do Dr. Guilherme Valente, e, visitei recentemente a sua exposição no MAC. Tendo visto já obras da sua autoria e tendo ficado “fã”, não poderia deixar passar mais tempo sem expressar a minha opinião de “leigo”, mas também de apreciador que acha importante dar feedback aos “criadores”.

Permita-me e perdoe-me a minha franqueza e esta minha tomada de liberdade e também os possíveis erros nos títulos dos seus trabalhos.

Tenho um enorme fascínio pela criação e pelos que criam e assim brindam e valorizam a comunidade com os seus trabalhos.
É evidente que as suas obras apresentadas possuem uma estética com marca bem forjada e personalizada, com o selo de qualidade da respectiva autora. Está gravada a grande maturidade da artista, isso percebe-se intuitivamente ao primeiro olhar.
As obras mostram um trabalho de mistura de cores nobre, denotando grande mestria e elaboração que apercebemos não ser aleatória nem passageira. Há intenção, há firmeza, há libertação, há afirmação, há uma cascata de inspiração sucessiva materializada na tela. Absorve-se a capacidade de trazer à luz do dia um “todo” muito interessante, algo intimista e uma harmonia de conjunto e de textura global que fica bem na retina, no diálogo com cada apreciador, mas um diálogo que também ele é íntimo. Temos portanto uma intimidade susceptível de se transmitir do artista para o apreciador da arte e de interagir com este.

Cada obra tem de ser aberta pelo observador, tem de se revelar perante um olhar que não se limita a “ver” somente, mas que sobretudo trata de descobrir as possíveis confidências subjacentes, exigindo uma contemplação cuidada e também madura, se o projecto é ir mais profundamente ao encontro das mensagens que se encontram em cada tela.

Há, apesar do conjunto - que faz sentido por ser interligado - em termos cromáticos e temáticos, toques de contraste (assim é em “Planeta dos Macacos” e também por exemplo em “Não, Não Abro Mão da Minha Maré”) e conteúdos propositadamente não revelados, por isso, a riqueza é consequentemente maior. Ocorre igualmente um importante desafio lançado ao fascínio da imaginação de cada observador. Naturalmente encontram-se elementos de sublime sensualidade. Assim é em “íntimo”, um trabalho soberbo que nos convida a levantar cortinas intencionalmente colocadas (talvez o meu preferido).

A agregação de partes que forma um objecto, uma potencial figura, um corpo ou conjunto de corpos ou objectos e seus pormenores descobertos, constituem uma grandeza de conjunto que nos transcende e que assim se engrandece, com uma dada identidade que suscita reflexão e respeito.

Em termos de interpretação – necessariamente subjectiva e especulativa – direi que atrás do que “parece” ser sólido, por vezes sóbrio e até politicamente correcto (e não será exactamente assim), surge mais ou menos explícito o intenso sentimento e até alguma fragilidade e/ou delicadeza bem típica e humana das emoções. Como se muros agrestes e dificuldades fossem sendo superados por soluções encontradas em cada tela, num combate entre o doce e o amargo, o fácil e o muito difícil (por exemplo). O resultado é uma vitória do equilíbrio, de um bom senso, é uma solução espelhando que a intenção ficou bem gravada, mas deixou abertas novas possibilidades. Isso mostra que é verdadeira arte: liberdade! Cada tela mostrará vivências, as quais se podem pressentir e até captar e trazer connosco, porventura recriando-as e dando-lhes novas vidas.

Na contemplação destes trabalhos encontramos alguma homogeneidade, mas também diversidade, como atesta “The dog man” com a sua peculiar selecção de cores e o belo movimento que se capta imediatamente e que cativa os olhares.

Há obras que nos fazem ajoelhar pela satisfação que nos geram, pelo deleite que suscitam, pelo respeito que fazem brotar face à estética e ao excelente efeito cromático. A sua é sem sombra de dúvida uma delas.

Muitos parabéns!
Com as minhas mais cordiais saudações.
Rodolfo Miguel Begonha
por email/ 12-11-2009 18:49

sexta-feira, novembro 06, 2009

"não! não abro mão da minha maré" /MAC-Movimento Arte Contemporânea


de costas para a janela
tecn mista s/tela 100x150 cm/2008



Espaço'MAC -Av Álvares Cabral 58/60
até ao dia 27 de novembro d 2009.


planeta dos macacos/ tecn mista s/tela
100x150 cm / 2008



A mostra pode ser vista
de segunda a sexta das 13h às 20h,sábado, das 15h às 19h
domingo e fora daquele horário, por marcação para tm 96 267 05 32



a mesa /tecn mista s/tela 81x100cm/2001



bestiário / tecn mista s.tela / 100x150cm /2009


no name#4/tecn mista s/tela/150x100cm/ 2009

no name#3/tecn mista s.tela/150x100cm/2009



não!não abro mão da minha maré


tecn mista s/tela 150x100cm /2009



monólogo urgente da memória

tecn mista s/tela /81x100cm/2009


intimo
tecn mista s/tela
160x60 cm/2009

homenagem /tecn mista s/tela 81x100 cm/2009
ver mais em


quinta-feira, outubro 08, 2009

45 anos de carreira

MARIA JOÃO FRANCO

"não!não abro mão da minha maré"

MAC-Movimento Arte Contemporânea

Inaugura no Espaço'MAC da Av. Álvares Cabral 58-60 Lisboa
no dia 3 de novembro pelas 19 horas
e vai estar patente até 27 de novembro de 2009


A exposição pode ser visitada de segunda a sexta,das 13h às 20h
sábados, das 15h às 19h
fora deste horário, por marcação, tm 96 267 05 32

MAC- Movimento Arte Contemporânea
Rua do Sol ao Rato 9C 1250-260 Lisboa tel. 21 385 07 89
Av. Álvares Cabral 58/60 1250-018 Lisboa tel. 21 386 72 15

mac@movimentoartecontemporanea.com
http://www.movimentoartecontemporanea.com/
http://www.movartecontemporanea.blogspot.com/
http://www.alvarolobatodefaria.blogspot.com/


http://www.mariajoaofranco.com/
mail@mariajoaofranco.com
franco.mariajoao@gmail.com

segunda-feira, setembro 07, 2009

Não! naõ abro mão da minha maré.

" não! não abro mão"

No MAC-Movimento Arte Contemporânea, a partir de 3 de Novembro de 2009,
exposição comemorativa dos 45 anos de carreira
Não!não abro mão da minha maré.