pintura

sábado, março 22, 2008

"tu não aconteces quando eu te quero"_MUSEU DA ÁGUA 18 de março de2008








Pintora Maria João Franco



Dra.Margarida Ruas ,Directora do Museu da Água e
Dr. Álvaro Lobato de Faria ,Director coordenador do MAC-Movimento Arte Contemporânea

Álvaro Lobato de Faria,Director Coordenador do

MAC-Movimento Arte Contemporânea



Pintor Hilário Teixeira Lopes

Dra.Joana Gomes e Dr.Luís Costa

Dr. Álvaro Lobato Faria,Dr.Luís Costa.Dra.Joana Gomes e a Fotógrafa Rosa Reis


Ao fundo Dr. João Abreu com a Pintora Teresa Mendonça
em primeiro plano Pintor Hilário Teixeira Lopes(de costas)
Pintora Luisa Nogueira e Dr. Álvaro Lobato de Faria

quinta-feira, março 20, 2008

"tu não aconteces quando eu te quero"


___________________________________________________



Ao longo de quarenta anos de carreira, Maria João Franco, tem vindo a ser uma intransigente pesquisadora de verdades e de liberdades interiores, não cessando de se transformar – mantendo-se, no essencial, fiel a si mesma.
Maria João Franco perfaz o contorno, realiza o movimento, concretiza a ideia num imaginário pictórico único que lhe atribui um lugar marcante nas artes plásticas portuguesas.
A sua arte tem uma estreita relação com o corpo, com o corpo das coisas, com a ideia primeira de matéria mater, que refaz incessantemente numa busca interminável, como se procurasse o princípio e o fim de um todo que sente ser o nosso, mas, na sua pesquisa, anseia sempre por um fim ou princípio outro.
Aqui assenta toda a diversidade da sua obra em que o fio condutor submerge e emerge, consentindo e confirmando toda a sua versatilidade como artista plástica, como criativa e autora.
No envolvimento cálido e terno nas pinturas que figuram a nossa condição, e que confere harmonia e beleza à trivialidade do quotidiano, sabe-se a vontade e o modo de subtrair riqueza plástica a um seu muito pessoal universo imagético.
O grafismo, aqui afirmado como elemento estilístico, afirma a autonomia da cor, que polariza e atrai a fluidez antropomórfica das formas, é na sua obra de uma importância fundamental.
Fala-nos pela incidência da cor que transporta e assume o papel de interlocutor entre a obra e o espectador.

Estamos agora perante uma artista sem hesitações, de um saber constante e ritmado, onde cada tomada de consciência nos abre o caminho para o seu mundo multidisciplinar, onde cada gesto tem o sabor de uma certeza.

A arte de Maria João Franco, extraordinariamente sensível na fluidez da linguagem das formas, na vigorosa materialidade da cor, na força e no encanto da sua evasão e do seu êxtase, é uma fascinante e esplêndida aventura espiritual e técnica.
As suas obras, são pois materialização de anseios e de sonhos, notas de realce, na Pintura Portuguesa Contemporânea.
A devoção e o grande profissionalismo, a continuidade e o grande empenho que Maria João Franco nos transmite nas suas obras, revelam-nos estar perante uma grande pintora e uma excelente artista, reconhecida não só em Portugal como internacionalmente
Em “tu não aconteces, quando eu te quero” título da exposição que agora nos apresenta no MUSEU DA ÀGUA, mostra-nos a sua constante evolução, a sua busca sem fadiga, a qualidade intranquila da sua poética, que faz de cada momento uma reencarnação imprevisível, nova uma conquista, um constante enriquecimento.
O vigor e qualidade do conjunto destas obras fará, com toda a certeza, que ele ocupe um significativo lugar na excelente pintura que Maria João Franco vem construindo e a que já nos habituou, confirmando o grande talento e sobretudo a surpreendente qualidade técnica e criativa desta grande artista das artes plásticas do nosso país.

Álvaro Lobato de Faria
Director Coordenador do MAC
Movimento Arte Contemporânea



__________________________________

Tu não aconteces, quando eu te quero

A obra de Maria João Franco é talvez o último reduto de sensualidade neste mundo cada vez mais individualista e asséptico.
É pura poesia que habita na tela, na construção da cor e verbo — na palavra que é indissociável da obra final.
Mais do que uma linguagem estética e uma metalinguagem através da palavra a artista criou uma translinguistica que contempla ambas.
Uma translinguististica sobre o amor, sobre o corpo, sobre a sensualidade, sobre nós e sobre como nos relacionamos no tocar da pele, sobre o respeito no fogo do prazer, sobre a sacralidade da água que escorre de nós no extâse.

“Tu não aconteces, quando eu te quero” é uma exposição
sobre a dádiva e a negação no amor.
Porque quando amamos e queremos e o outro ser não acontece, morre um pedaço de nós.
Ensombra-se a claridade do amor puro e pára o movimento para a frente que o distingue.
A Maria João Franco pinta esse jogo de claridade e sombra dos corpos e das almas, conhece dimensões imperceptíveis do amor e estuda o Mistério.
Fala-nos de mulheres e homens que não se contentam em ser comuns e tentam ser Deus.

Agradeço à Maria João Franco a reverência do amor e a sua arte belíssima
e ao Álvaro Lobato de Faria o desafio permanente de unir e de desenvolver.

Margarida Ruas Gil Costa
Directora do Museu da Água


quarta-feira, março 19, 2008

Pintura/Desenho/estudos_1965/2008




Pintura
Desenho
Estudos
1965
...
2008

::::::::::::::::::::::::::::::::::::::



1990

2002

2006


1990

1991


1989

2006



2005

1990


2005


1991


2005


2006


1989


1989


2002


gravura::tecn mista
1984
zincogravura
Prémio de Edição
IV Exposição Internacional de Gravura
FKG/Coop.Gravadores Portugueses
1986

zincogravura
1986

:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::




tecn. mista s/tela
Pintura
1990

Depois de Amanhã,o Dia e a Noite
Carvão s/tela
2005

ilustração para "Cântico dos Cânticos"
2005



"registo"
carvão s/tela
2003

"cabeça"
tecn. mista s/tela
2003
(coleccção Eng. José Relvão)


"a mulher e o cão"
óleo s/tela
2005

"amanhecer da memória"
tecn. mista s/tela
1990

"encontros...estórias"
óleo s/ tela
2007
colecção do Museu da Água


"cabeça"
tecn. mista s/ tela
2007

os passos XII
tecn. mista s/tela
2005
desenhos de café/estudos
2000

desenhos de café/estudos
2000
:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::

sábado, março 01, 2008

MUSEU DA ÁGUA.||.MAC




Museu da Água da EPAL

18 de Março de 2008




PINTURA

galeria das bombas


MAC


Movimento Arte Contemporânea


6 de maio 2008/30 de maio de 2008

quinta-feira, fevereiro 28, 2008

A Noite


Partiu-se o elo que me ligava a mim:


poder de ilusão construida.


De mim, e dentro,a fortaleza onde a guardo.


A Dor,


parceira das minhas ilusões,


ficou...


O Tempo,


esse espaço vital percorrido por todos os afectos,


ficou


assim


também.

quarta-feira, fevereiro 27, 2008

domingo, fevereiro 24, 2008

Tu não aconteces,quando eu te quero.


Tu não aconteces, quando eu te quero

não falas ainda, quando eu te escuto.

tu não dizes, quanto eu te encontro.

Tempos passados de saber sentido

Tempos esquecidos de saber sofrido

Não sabes ainda quanto eu te entendo.

Maria joão Franco,fev.2008

terça-feira, fevereiro 12, 2008

Cidade em saldo





















Cidade em saldo

A cidade não voa
na hora de ponta

Soa a som
Soa a gente

Vazio nas pessoas
Esquecido
na memória do tempo

Não se sabe quem
não se sabe se
não se sabe como.
Ninguém é.
Não há!

A cidade esquece o tempo
que foi:
as memórias feitas de lixo
a calçada batida
martelo a martelo.

Já não há calçada.
O mar.
A lama.
O espelho de água.
Cidade em saldo
à espera talvez

num tempo qualquer
de ideais feito
por fazer ainda.

Maria João Franco
2001

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Insinuações


Toda a apresentação plástica tem no gosto do olhar a procura do táctil, do sensual, do amor pelo feito, do amor pela Vida.
E a vida é feita de uma “assemblage” de sentidos que se entreolham, se entrelaçam, e se entre amam.
Aí reside o “eros” da vida, o sentido erótico da Arte.
Os contrastes de luz e sombra acentuam a vontade e o desejo do “estar” e da sua forma.
A síntese da representação insinua a vontade de mostrar e de tornar desejável o que lá não está.
O gosto da pele, o olhar dirigido pela ausência, procura erotizar precisamente o não representado, mas sim sugerido.


A força da vontade, do amor,”insinuam-se” no não directamente representado e oferecem-se ao espectador como um apelo a sentidos ocultos, secretos, digamos, antes, poetizados.
Maria João Franco
2008