pintura

quarta-feira, outubro 19, 2011

Arte e Globalização - FIZ'ART


Os alunos do 9º ano do Colégio Militar
e o MAC – Movimento de Arte Contemporânea têm o prazer de convidar V/ Exa.
para a Exposição Fiz’ART2011
patente de 19 a 28 de Outubro no Pavilhão do Auditório do Colégio Militar.

PROGRAMA
4ª feira - 19 de Outubro, 15h30
Mesa redonda
“Arte e Globalização”
moderada pelo Dr Álvaro Lobato de Faria,
com a participação do Escultor João Duarte e
dos Pintores Maria João Franco, Paulo Canilhas e Pedro Zamith.


/ARTE E GLOBALIZAÇÃO / intervenção de Maria João Franco

NO fim do século XX, o conceito de território já havia sido completamente revisto. Antes mesmo da popularização da rede Internet, fala-se CONCEITO de uma Aldeia Global, num patamar comum, vizinhos cada vez mais próximos. Dinamarca, Holanda, França, Japão, China, Haiti, Sudão. Os estados nacionais, as nações, perdem sua força. A economia de mercado, o Capital, toma para si o controle das relações sociais, políticas, culturais – o Neoliberalismo. APOIADO PELAS Corporações Transnacionais. O meio de comunicação comum a todos, a rede mundial Internet torna-se, ao mesmo tempo, agente necessário, resultado profícuo neste processo.
Diante de fluxos muito mais dinâmicos, a produção cultural mundial parte para uma certa homogeneidade.
A Mass Media – nos anos 90, omnipresente em todos os meios – parte com uma estrutura comum, muitas vezes centrado na figura do indivíduo urbano, a metrópole e seus problemas, violência, solidão, perversão e outros tantos que tornam a geografia humana, o lugar de origem cada vez menos caracterizado e mais indefinido.
Segundo IBELINGS. “ em quase todas as partes, as arquiteturas humanas exploradas com fins lucrativos e expansivos tem um certo grau de inexpressividade. A tendência parece mais clara que em nenhuma outra parte nas cidades asiáticas, objetos de numerosas reportagens recentes em publicações que descrevem, com uma mescla de surpresa e admiração, o desenvolvimento frenético de cidades como Seul e Xangai".
Essa homogeneização global irá ser ainda mais visível naqueles espaços que AUGÉ (1994) irá classificar como não-lugares, tais como supermercados, aeroportos, centros comerciais, hotéis, rodovias e outros espaços de passagem nos quais existe a impressão de serem idênticos, independentemente do lugar do mundo onde estão situados.
Desta forma, os indícios de localidade e identidade perdem –se, igualando-se. Alcançamos assim e por excelência, um universo descontextualizado.
2.1 Arte global
Se o processo de globalização vem criando homogeneidades, estas por sua vez, estabelecem um repertório comum para qualquer individuo criando um universo de referentes que à partida lhe seriam alheios. O significado distancia-se do significante , independentemente da origem do indivíduo.
Neste contexto, global por excelência, a produção artística ou aquilo a que chamamos arte difere em conceito , interligando-se com outras formas de expressão, que entram assim para o campo da arte sem território de análise que lhe confira a ordem e patamar que lhe é devido.
Voltamos assim à antiga questão que evidencia e confunde o Homo faber, com o homo sapiens.
Sabemos ser uma das características do homem a produção de objectos e na sua factura intervêm componentes de ordem vária que decorrem de intenções diferenciadas. A função de cada um dos objectos produzidos está em estreita ligação com a satisfação de fenómenos de necessidade. Mas há um momento de satisfação não necessária que
ultrapassa o sistema de necessidades elementares. A produção de objectos com arte é a primeira fase de ultrapassagem do sistema de necessidades elementar. O objecto – por vezes estético – (por vezes ético) é ultrapassado na sua intenção com o decorrer do tempo e surge com um significado-outro, desligando-o do referente (real ou imaginário) que lhe estava na base. No fundo, quando o objecto perde função imediata, tornando-se objecto de contemplação , surge Segundo os teóricos, como obra de arte, quando ele não representa, de facto, e antes de mais, um determinado estádio de evolução do homem, não no sentido plástico, mas no sentido de relação homem-natureza. O que acontece é que os objectos que perderam função são hoje sublimados, no sentido de se situarem no plano de organizações sígnicas representativas de estádios de civilização diferentes: é sempre sinal da passagem do homem sobre o mundo e da sua vitória sobre os materiais e as tecnologias, no sentido em que os domina e lhes dá forma e sentido E é só nesse sentido que podemos dizer que tudo o que o homem faz tem um carácter estético. O homem, na sua necessidade natural, como ser gregário, e, individualmente, como ser dominador, manipulador, tende a dar forma a todas as suas acções. É nessa tendência que está implícita uma estética – e dela surgirá porventura o fenómeno artístico ou para-artístico Na medida em que a função do objecto se vai sobrepondo à forma criam-se objectos estéticos – as sub-categorias de objectos – que ao abrirem um novo espaço formal tentaram introduzir-se no campo da arte. O pressuposto estético fica aquém do artístico e a apologia da norma e do funcional Torna-se perfeitamente apologética, como consequência daquilo que lhe falta: a dinâmica poética.
Neste ponto da situação actual ,a globalizaçao e consequente massificação coloca o conceito de Arte num campo escorregadio em que tudo é permitido, dado a indefinição da referencialidade vivida.
A obra de arte não resulta de conceitos estéticos, mas da própria vida: justifica-se a si própria na sua capacidade ambivalente de a assimilar e projectar. Contudo, a capacidade expressiva de um objecto não é forçosamente índice de fenômeno artístico. Ela surge muitas vezes por empatia casual imposta por ditaduras de gosto, geradas por mercados internacionais engajados já no sistema neoliberal em que imperam os “lobbies”,não de gosto mas de formas das convenientes de ditaduras do estar que satisfaçam as camadas menos exigentes das populaçãos
. Por isso a arte favorece o diletantismo “estético” e o snobismo cultural. E os seus agentes na sua anciã de auto promoção subsidiam intelectualmente e não só a produção maciça de objectos para – estéticos. O fenómeno artístico esta mais ligado ao que esta subjacente ou supra jacente a fisicidade do objecto. E esta aqui o fulcro do problema: o
fenómeno artístico surge quando, a partir de uma concepção e uma determinada execução de técnica se introduz no mundo um mundo que nele não existia
Certas correntes actuais, bastante na linha deste pensamento, contradizem-se, na medida em que consideram já o objecto artístico o simples acto do fazer (puro acto lúdico), desprezando a partida o acto de dominar o fazer, em função do conceber. Não se trata de trabalho, mas de simples imitação de trabalho. O truque só é eficaz enquanto esconde o artifício. A displicência da factura e o desprezo acintoso pela estrutura artificializa esta, na medida em que a transforma de suporte da imagem em imagem em si mesma. Ao simular como autentica a atitude, o objecto concretiza-a, mas esvazia-se como finalidade artística. Este esteticismo apriorístico e normativo que contraditoriamente se apresenta como anti-norma, funcionaliza o objecto tornando-o ilustrativo da teoria e da moda, retira-lhe finalidade intemporal, torna-se simples exemplo de uma teorização estética, mas afasta-o da arte, pois que a obra de arte, enquanto produto humano não pode, não deve tornar-se simplesmente imitação de si própria.
Se a arte começou por reflectir uma tentativa de o homem dominar a Natureza, imitando a sua vitória, caminhou para a imitação da Ideia, para a imitação da Natureza ou como processo representacional de imitação do homem, passando inclusivamente pela representação da sua realidade interior.
Como valores de mercado, a assinatura tornada objecto de consumo como sinal de troca valor-signo de estatuto social, as conexões estabelecidas a partir de relações confusas entre os conceitos de objecto estético e objecto artístico, a indefinição falaciosa com que a crítica de arte mal autorizada faz eleger a “objecto de arte” uma qq “estrutura” que devidamente divulgada pelos Mass media em espectaculares operaçoes de marqueting, faz com que as histórias da arte de hoje corram o risco de ser a história dos êxitos fracassados a curto prazo. Muitas das obras actuais serão, com toda a certeza encaradas no futuro como “cheques sem cobertura”, O objecto artístico contemporâneo é hoje extremamente difícil de definir, de tal modo o conceito de “arte” tem sido alargado e empobrecido. Digamos antes que de conceito se passou “pré-conceitos”. Parece haver aqui uma contradição; mas se considerarmos que o pré-conceito se baseia em falsos valores, eles próprios não autorizam a formulação de qualquer espécie de conceito, Pois até o conceito de “conceito” não existe, porque não há critério que defina o campo em que determinado objecto se coloca e se oferece à análise. Será o entendimento do fenómeno artístico que limpará o terreno e definirá o que é a arte do futuro, hoje.
Assim,Do sítio onde nascem as ideias, os ideais, parâmetros de uma civilização mais do que milenar, questionaremos, e bem, a verdade ou a sua ilusão, a liberdade e o seu conceito, o conceito e a sua razão. Durante séculos de afirmação, os poderes instituídos pautaram-se por estatutos do estar, coeficientes de integração do indivíduo em sociedades ditas civilizadas. Contudo, e por outro lado, tais poderes filiaram de forma compulsiva, nos seus esquemas de conceito, civilizações anteriores, procurando garantir efeitos tendenciosamente indicadores do futuro.
Pergunto ainda se esta nova «massa de escravos» quererá, se bem informada, este «admirável» mundo liberal?
Os contra-sensos criados em termos anti-natura, tão brilhantemente descritos numa inquietante premonição de Aldous Houxley no seu ―Admirável Mundo Novo‖ remetem o homem para condições sociais em que os choques tecnológicos são armas de poder mal constituído.
Com todas estas palavras quero introduzir a ideia, que me parece fecunda, de tentar visionar o País Submerso em que vive o aculturado, sempre a aceitar tudo o que lhe atiram como bom.
Não falo de influências e saberes.
Falo de factos vividos dia a dia, em que vejo as várias áreas da cultura invadidas e estranguladas por agentes do poder, de poderes impostos por «quem de direito».
Para não perigar por algum indicador de nacionalismo, passo a afirmar que respeito todas as trocas de informação cultural, orais, escritas, de qualquer credo, ou ainda, e com mais rigor, no domínio das artes plásticas que é a área a que me dedico.
Questiono porém a inversão de valores e o desrespeito por valores adquiridos.
Sabemos que os caminhos que nos trouxeram ao presente trazem consigo conceitos de toda a ordem, conceitos representativos de época e de civilização.
Sabemos ainda que toda a teorização estética ocidental se baseia nas teorias platónicas e/ ou neo-platónicas.
Ainda: a busca incessante do conceito de ―belo‖ que percorre as páginas de todos os filósofos e estetas não é mais do que a busca do sentido da Verdade e do Prazer Estético e dos seus fundamentos.
As pesquisas e práticas renascentistas, advindo de descobertas científicas ou pré-cientificas, situando o Homem como elemento central e medida de todas as Coisas, dá um incremento real a conceitos representativos revolucionários em que a tridimensionalidade é assumida como princípio da representação e de relação entre o Homem e o Mundo.
Daqui, os conceitos epocais — sociais, morais, éticos e estéticos — tomam uma ênfase propiciatória aos desenvolvimentos futuros, em que as marginalidades se debatem na impossibilidade institucional de integração. Advindo todos os maneirismos desta impossibilidade, colocam-se dialecticamente numa mais valia para as sociedades vindouras, surgindo assim novos conceitos de Arte e de Mercado, em que os valores se digladiam e complementam numa argamassa complexa, muito difícil é desconstruir/construir um País tão mal informado, como o nosso.
O estado da Arte, ou seja, do culto do saber sobre a Arte, peca por menoridade.
Se os anos oitenta trouxeram para o mercado da cultura protagonistas «emergentes» impostos pela critica, e por bem ser, e também, por agentes de mercado embevecidos pela novidade do Mal Fazer, os chamados «Novos Novos», auto-intitulando-se de «transvanguarda», fazendo-se detentores de verdades importadas, «declinando» e «conjugando» valores afinal apropriados a outras sociedades, aí mesmo já ultrapassados por razões de mercado que não urge agora aqui descrever, subverteram de facto o espírito do gosto e trouxeram benefícios culturais ao empobrecido espírito luso.
Por outro lado, abriram-se diques, aparentemente inultrapassáveis, e permitiram um mercado aberto _global_a toda a espécie de fraude criativa. Tresloucadas aparições de pseudo-artistas detentores de meios próprios ou apropriados de outrem, espalhafatando-se em arraiais de diletantismo, extravasando mundialismo, arrastando-se em espectáculos dignos (sim) desta infra-sociedade em que o consumo aumenta na justa e inversa medida da qualidade…
Assistimos assim a silenciadores constantes de valores por parte de oportunismos infames e consentidos que submergem, isso sim, os valores autênticos de uma cultura que se quer rica e verdadeira.
Passamos a assistir a uma invasão de falsos valores, por mal compreendidos os
fenómenos de evolução e/ou revolução cultural e artística.
Numa ânsia enlouquecida de seguir o modo e a moda de estar num mundo global, os nossos «sábios» esquecem ou nunca souberam as autênticas existências e pescam, em «curadorias» emergentes e ansiosas, novas formas de imposição, criando para o poder um suporte cultural que não existe, tudo numa euforia de estar a par (ou passo a passo) com os «residentes» desta pérfida aldeia global.
País submerso este, tão tristemente esquecido de si próprio, imerso em esquemas alheios de alienação e propaganda…

Maria João Franco
Outubro de 2011



terça-feira, outubro 04, 2011

Galeria Zero / ART ET AUTOMNE I

ART ET AUTOMNE - The first private view will be Friday 14th October 19h.

See the brochure of this event at http://paris.galeriazero.info/automne.htm

sábado, setembro 24, 2011

descendimiento



"saúdo mais este seu testemunho do que produz como pintora, o corpo e a dilaceração,
um sonho sombrio a rolar pela mon-tanha que Sísifo trepa todos os dias, levando a sua «pedra»."
Rocha de Sousa

em Netlog

segunda-feira, agosto 22, 2011

domingo, julho 24, 2011

quinta-feira, julho 14, 2011

quinta-feira, junho 30, 2011

domingo, junho 19, 2011

Cristo para o Altar de Todos os Espantos

a partir de 28 de Junho no MAC-Movimento Arte Contemporânea


17º Aniversário do MAC


Espaço'MAC Av Álvares Cabral 58/60 Lisboa


sábado, abril 09, 2011

Galeria Patrícia Muñoz _Barcelona

"de costas para a janela"



tec mista s/tela



100x150 cm



2009


Obra seleccionada para integrar a

Colectiva na Galeria Patricia Muñoz

Barcelona/Espanha

a partir de 19 de abril de 2011




Colectiva AIBACC y Fondo de Arte


Exhibition:


April, 19 to May, 3, 2011


Opening: April, 19, 2011 from 20,30 h


Galeria dArt i Disseny Patricia Munoz

Calle Latorre 122 b 2nd. 08201

Sabadell, Barcelona. Cataluna. Espana

T. ( 0034 ) 931 . 686 . 300M. ( 0034 ) 687 . 896 . 910

Lunes de 17 a 20hMartes a Viernes de 10 a 13 h y de 17 a 20 h

Sabados de 10 a 14 h

Las inauguraciones puede darse en otros dias y horarios.

Colectiva AIBACC y Fondo de ArteExhibition:

April, 19 to May, 3, 2011Opening: April, 19, 2011 from 20,30 h


Oscar Amoros, David Angelini, Genis Aymerich, Jorge Berlato, Jordi Brualla, Lluis Cadafalch, Isabel Carvalho, Fernando Douglas, Adriana Exeni, Renato Fancellu, Griselda Ferrandez, Maria Joao Franco, Isembard Garcia, Ignacio Habrika, Nurith Hassinger, Lola Iturriaga, Peca Joyas, Manuel Lopez Calvo, Hani Marco, Hugo Martinez, Sergio Moreno, A. Moyano, Patricia Munoz, Katia Muñoz, Pons Tello, Elisabeth Queen, Ana Maria Rebollo, Anny Ribeiro, Raul Rodriguez, Sannav, Patricia Serrano, Anna Valls, Elisabeth Vela, Alfonso Vidal, Pao Kuei Wang y Juan Carlos Zeballos.

quinta-feira, dezembro 23, 2010

exposições


ATT Galeria de Arte/ Almancil



" no name"

"os passos IX" _________________

na ARc 16 /Faro


(acervo)

Novas estórias "Eva"

sábado, dezembro 18, 2010

"os anjos desceram à cidade " colectiva na Paula Cabral - Art Gallery /café dos artistas

"like the angels"
pormenor
Inauguração a 22 de Dezembro de 2010
pelas19:00




segunda-feira, novembro 29, 2010

sexta-feira, novembro 26, 2010

terça-feira, novembro 16, 2010

quinta-feira, novembro 04, 2010

terça-feira, outubro 12, 2010

segunda-feira, outubro 04, 2010

Corpo tangível_JL_Rocha de Sousa



OLHARES
Rocha de Sousa

Maria João Franco
CORPO TANGÍVEL

A certa altura da vida, Maria João Franco sentiu o seu corpo partido em dois, entre um silêncio frio e um fact0 lancinante. Metade de si soçobrava com a morte de alguém. E a outra metade, ardente e tangível, teve de abraçar toda a vida já vivida, além da que estaria para se acercar de si, a cobrar-lhe as contas do presente e do futuro. O sonho de então foi simultaneamente tumular e sangrento, sobretudo através de uma pintura que tinha de ser feita, assim, segundo o protesto surdo do medo, na solidão e na intransigência das imagens. É por isso que ela parece ter fixado um estilo, um imparável modo de formar.
Maria João vive, digamos assim, uma ancoragem inabalável à memóroa do corpo que ainda lhe resta e que representa, afinal, dos ângulos mais difíceis, na vertigem mais insuportável, assumindo todas as diferenças e todas as semelhanças com a matéria orgânica, os metais brutos, a pedra cinzelada de forma a sugerir diversos pontos de decomposição e restos ainda lisos da pele. Pele por vezes amaciando músculos aquém das mutilações pressentidas ou mesmo expostas.
Esta prioridade conferida ao discurso matérico, de alguma violência, tem de se compreender a montante e na hora em que a escolha está contida num espaço restrito, no estreitamento da dor. Fazendo da sua metade anímica um projecto de vida, um modo de se exprimir pela totalidade, Maria João abriu à força das mãos um caminho ao mesmo tempo preciso mas quase insustentável nas insistentes dilacerações. O corpo era assunto e era tema, minuto dos instante tangíveis em que tudo se duplicava pelas entregas, um abraço de desejo, de partilha, exposto como nudez escultórica, bronze ou pedra, tudo vertido para a palpitação textural da pintura — medida, tempo, angústia. Os meios de instauração plástica traduziam, assim, uma ampla oratória dos gestos, grafias insondáveis, recortes perceptíveis, o habitual e antigo desafio da expressão aos limites da percepção. Mas o sofrimento e a grandeza destacam-se da massa, presos no campo como os contrastes da forma fingidamente inacabada dos «Escravos», de Miguel Ângelo.

Os nomes intensos e humanos
Maria João Franco não tem sido eleita entre os eleitos, apesar da sua obra juntar tradições modernas com nomes intensos, com valores de um profundo sentido do humano. Hoje voltam a ser louvadas as «histórias», em contradição com a anterior exigência incontrolável da forma abstracta: porque os restos figurativos da perplexidade e da revolta já só tinham lugar museológico e nenhum futuro à vista. Quem retratava ou representava, fazia bonecos, circunscrevia-se ao pior da tradição, pequeno discurso de narrativas ilustradas. Mas as ideologias da estética totalitária mão tinham verdadeiro cabimento no domínio das disciplinas de índole artística, porque, como já tenho sublinhado, a arte não se realiza sob o império dos dogmas nem se encerra num só tamanho da verdade na variedade. Todos os modos de dar força expressiva à comunicação pelas imagens, por exemplo, são processos de um fazer entregue ao imaginário, tornando os sonhos coláveis ao real para o «tornar visível». E as artes mais se abriram à inovação, a matérias e formas surpreendentes, inundando o espaço social de uma grande harmonia de discursos não coincidentes. Isso dá nome à civilização que entretanto se globaliza e aceita fazer-se sobre o fio da navalha.
Na sua consolidação tremendista, a pintura de Maria João Franco pratica uma certa convocação rochosa do corpo humano — ou do corpo simplesmente. Dois caminhos têm

2
confluido para isso, a dor da perda e graves impressões do exterior, encontro que sempre acabou por devolver às mãos da pintora fragmentos amassados na devida
maturação, corpos recuperados sob o impulso da vontade poética, entre a morte e a vida. Corpos míticos, também, sonho transitado de alguma Renascença, memória problematizada dos clássicos e dos avanços expressionistas que se expandiram pelo século XX todo. O que se traduz em testemunho, em grito, em dilaceração, com a manipulação do gesto e das matérias (líquidas ou substanciais) por forma a ocupar o campo de presenças ao mesmo tempo carnais e de pedra. Fusão de metais igualmente, embora a verdade técnica se determine sobretudo no domínio da pasta acumulada sobre esboços gráficos ou já pulsantes e líquidos.

um trajecto de coerência e força
A forma plástica em Maria João Franco assenta, além de tudo, numa sedentarização positiva, de núcleo tormentoso, e desenha no espaço um trajecto de coerência, de proximidade significante entre as peças, o que determina grande continuidade das várias presenças, uma inusitada força nas massas pictóricas, de cor surda, onde por vezes um fio de sangue aflora, ou até na pele falsamente envelhecida sob a sua intocável frescura. De perto, visível a maior distância, nítido ou desfocado, quase metalizado, aparentemente escultórico, o corpo (assunto-tema) lembrado e representado por Maria João Franco é fruto de uma importante conquista em termos de discurso, na obstinação, na recuperação da imagem e da ideia — a liberdade do fazer, em suma, num aparente paradoxo que liga e desliga a memória dorida do corpo partido em dois e a necessidade de sublimar a brutalidade obscena dessa injustiça. Porque a liberdade de que a autora dá importantes provas, da metodologia escolhida aos materiais de instauração plástica,
não significa que ela esteja isenta de pensar o modo de formar, quais as razões da força ao petrificar-se, ao escorrer como tinta de facto, que objectivos aí se envolvem, que limites e regras assistem à própria amputação anatómica. Na verdade, Maria João sabe perfeitamente em que condicções está a agir e o que lhe sobra de talento depois dos cortes de acerto, das pessoas que premeia: ela cria processos de catarse para si mesma, sabendo, entretanto, que está processando um legado a alguém, com a marca de que as obras, no futuro, terão de conter um inalienável testemunho de vida.

sexta-feira, outubro 01, 2010

domingo, setembro 26, 2010

sexta-feira, setembro 10, 2010

a noiva

" "noiva"
pormenor

segunda-feira, setembro 06, 2010

segunda-feira, agosto 30, 2010

Corpo tangível_Rocha de Sousa



OLHARES
Rocha de Sousa

Maria João Franco
CORPO TANGÍVEL

A certa altura da vida, Maria João Franco sentiu o seu corpo partido em dois, entre um silêncio frio e um fact0 lancinante. Metade de si soçobrava com a morte de alguém. E a outra metade, ardente e tangível, teve de abraçar toda a vida já vivida, além da que estaria para se acercar de si, a cobrar-lhe as contas do presente e do futuro. O sonho de então foi simultaneamente tumular e sangrento, sobretudo através de uma pintura que tinha de ser feita, assim, segundo o protesto surdo do medo, na solidão e na intransigência das imagens. É por isso que ela parece ter fixado um estilo, um imparável modo de formar.
Maria João vive, digamos assim, uma ancoragem inabalável à memória do corpo que ainda lhe resta e que representa, afinal, dos ângulos mais difíceis, na vertigem mais insuportável, assumindo todas as diferenças e todas as semelhanças com a matéria orgânica, os metais brutos, a pedra cinzelada de forma a sugerir diversos pontos de decomposição e restos ainda lisos da pele. Pele por vezes amaciando músculos aquém das mutilações pressentidas ou mesmo expostas.
Esta prioridade conferida ao discurso matérico, de alguma violência, tem de se compreender a montante e na hora em que a escolha está contida num espaço restrito, no estreitamento da dor. Fazendo da sua metade anímica um projecto de vida, um modo de se exprimir pela totalidade, Maria João abriu à força das mãos um caminho ao mesmo tempo preciso mas quase insustentável nas insistentes dilacerações. O corpo era assunto e era tema, minuto dos instante tangíveis em que tudo se duplicava pelas entregas, um abraço de desejo, de partilha, exposto como nudez escultórica, bronze ou pedra, tudo vertido para a palpitação textural da pintura — medida, tempo, angústia. Os meios de instauração plástica traduziam, assim, uma ampla oratória dos gestos, grafias insondáveis, recortes perceptíveis, o habitual e antigo desafio da expressão aos limites da percepção. Mas o sofrimento e a grandeza destacam-se da massa, presos no campo como os contrastes da forma fingidamente inacabada dos «Escravos», de Miguel Ângelo.

Os nomes intensos e humanos
Maria João Franco não tem sido eleita entre os eleitos, apesar da sua obra juntar tradições modernas com nomes intensos, com valores de um profundo sentido do humano. Hoje voltam a ser louvadas as «histórias», em contradição com a anterior exigência incontrolável da forma abstracta: porque os restos figurativos da perplexidade e da revolta já só tinham lugar museológico e nenhum futuro à vista. Quem retratava ou representava, fazia bonecos, circunscrevia-se ao pior da tradição, pequeno discurso de narrativas ilustradas. Mas as ideologias da estética totalitária mão tinham verdadeiro cabimento no domínio das disciplinas de índole artística, porque, como já tenho sublinhado, a arte não se realiza sob o império dos dogmas nem se encerra num só tamanho da verdade na variedade. Todos os modos de dar força expressiva à comunicação pelas imagens, por exemplo, são processos de um fazer entregue ao imaginário, tornando os sonhos coláveis ao real para o «tornar visível». E as artes mais se abriram à inovação, a matérias e formas surpreendentes, inundando o espaço social de uma grande harmonia de discursos não coincidentes. Isso dá nome à civilização que entretanto se globaliza e aceita fazer-se sobre o fio da navalha.
Na sua consolidação tremendista, a pintura de Maria João Franco pratica uma certa convocação rochosa do corpo humano — ou do corpo simplesmente. Dois caminhos têm
confluido para isso, a dor da perda e graves impressões do exterior, encontro que sempre acabou por devolver às mãos da pintora fragmentos amassados na devida maturação, corpos recuperados sob o impulso da vontade poética, entre a morte e a vida. Corpos míticos, também, sonho transitado de alguma Renascença, memória problematizada dos clássicos e dos avanços expressionistas que se expandiram pelo século XX todo. O que se traduz em testemunho, em grito, em dilaceração, com a manipulação do gesto e das matérias (líquidas ou substanciais) por forma a ocupar o campo de presenças ao mesmo tempo carnais e de pedra. Fusão de metais igualmente, embora a verdade técnica se determine sobretudo no domínio da pasta acumulada sobre esboços gráficos ou já pulsantes e líquidos.

um trajecto de coerência e força
A forma plástica em Maria João Franco assenta, além de tudo, numa sedentarização positiva, de núcleo tormentoso, e desenha no espaço um trajecto de coerência, de proximidade significante entre as peças, o que determina grande continuidade das várias presenças, uma inusitada força nas massas pictóricas, de cor surda, onde por vezes um fio de sangue aflora, ou até na pele falsamente envelhecida sob a sua intocável frescura. De perto, visível a maior distância, nítido ou desfocado, quase metalizado, aparentemente escultórico, o corpo (assunto-tema) lembrado e representado por Maria João Franco é fruto de uma importante conquista em termos de discurso, na obstinação, na recuperação da imagem e da ideia — a liberdade do fazer, em suma, num aparente paradoxo que liga e desliga a memória dorida do corpo partido em dois e a necessidade de sublimar a brutalidade obscena dessa injustiça. Porque a liberdade de que a autora dá importantes provas, da metodologia escolhida aos materiais de instauração plástica, não significa que ela esteja isenta de pensar o modo de formar, quais as razões da força ao petrificar-se, ao escorrer como tinta de facto, que objectivos aí se envolvem, que limites e regras assistem à própria amputação anatómica. Na verdade, Maria João sabe perfeitamente em que condicções está a agir e o que lhe sobra de talento depois dos cortes de acerto, das pessoas que premeia: ela cria processos de catarse para si mesma, sabendo, entretanto, que está processando um legado a alguém, com a marca de que as obras, no futuro, terão de conter um inalienável testemunho de vida.


Arquivo de Vila Real de Santo António, Torreão Sul, exposição,
de 26 de Agosto a 25 de Setembro
Horário:9h.30h às 21h (Agosto)
Setembro e Outubro: 9h30 às 16h3o (intervalo para almoço)

quinta-feira, agosto 19, 2010

"à tua procura,sim" na Galeria do Arquivo Municipal de Vila Real de Santo António

"à tua procura, sim!"

A convite da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António

Maria João Franco

vai inaugurar a 25 de Agosto pelas 18 horas

na Galeria do Arquivo Municipal

a exposição de pintura

"à tua procura, sim"

Av. Da República ,Torreão Sul

Comissário: Dr José Mendes de Morais

O Arquivo Municipal de Vila Real de Santo António convida V.Exa para a
inauguração da exposição de pintura de Maria João Franco, a realizar no nosso espaço
em Vila Real de Santo António na Av. Da República ,Torreão Sul o dia 25 de Agosto de 10 pelas 18h00.
Comissário: Dr José Mendes de Morais


A exposição estará patente até dia 25 de Setembro

dentro do horário de funcionamento
daquele espaço.
Mês de Agosto:das 9.h30m às 21h.
Meses de Setembro e Outubro :das 9h30m às 16h30m (fechado na hora de almoço)


A exposição estará patente até dia 25 de Outubro, dentro do horário de funcionamento
daquele espaço.
Mês de Agosto:das 9.h30m às 21h.
Meses de Setembro e Outubro :das 9h30m às 16h30m (fechado na hora de almoço)




OBRA ENQUANTO VIDA
Foi numa espécie de silêncios ensurdecedores que Maria João Franco sobreviveu, emergiu várias vezes, e solta agora, ao expor mais uma vez, o seu grito de intransigência perante as «forças» que carreiram modos, modas, os autores e ordens em vigor, com frequentes violações do trabalho independente, para a constelação internacional, sucesso a termo, porque outras barreiras selectivas e obscuras existirão neste século.Desde longa data que Maria João Franco foi dando prioridade a um discurso matérico e de alguma violência, proferido entre uma abstracção de teor expressionista e a convocação rochosa do corpo humano — ou do corpo simplesmente. Passo a passo, o seu imaginário recebia impressões graves do exterior, da experiência exógena, acabando por devolver às mãos da pintora fragmentos amassados na devida maturação, coisas endógenas, reanimações poéticas da morte e da vida. Tais verdades interiores, sempre em transformação mas nunca em ruptura, contrariavam o terreno minado pela cultura urbana, formações espúrias, filiação nos concursos rápidos ou guerra dos prémios. Com a sua arte reaprendemos algumas versões de valor porventura romântico, até de raiz na memória dos clássicos problematizantes, a par de uma afirmação expressionista (da mesma mágoa) assente mo testemunho de outros renascimentos e no sentido da revolta. A manipulação do gesto, abarcando logo grande parte do campo, entra depois no domínio da pasta, matéria acumulada sobre esboços líquidos. Alguns dos quais parecem despontar propositadamente nas zonas onde a autora preferiu aderir à transparência e por vezes, quando acha necessário conter a catarse, a decisão de aplicar mansas velaturas sobre troncos antropomórficos duros, brutais, escultóricos. Essa aparente moderação lírica avança com um brilho baço sobre aquelas carnações decepadas, de largas texturas e aparência lítica.Esta busca, algo arriscada, passa por matérias e cores sobretudo acinzentadas, exprimindo de facto a pedra da escultura que evoca o corpo, é um trabalho quase contínuo, quase sisifiano, princípio e fim de um todo que também nos pertence, embora sempre nos escape.Anunciada assiduamente pela sua diversidade, o percurso coerente de Maria João Franco parece abalado, sem que as suas bases se ressintam, dado que esse ponto de vista implica diferença, a simbiose entre diferença e semelhança, o que, apesar de todos os paradoxos, confere uma força inusitada a estas massas onde algum fio de sangue aflora, e mesmo nos casos em que a autora representa (na boa memória académica) os nus falsamente envelhecidos na sua intocável frescura.A forma plástica, em Maria João Franco, recupera do espaço da memória, da própria dor, com obstinação, a ideia e a imagem do corpo, mesmo quando este não se aperta entre os limites do campo e se projecta gestualmente no espaço. A liberdade do fazer, no acesso a qualquer metodologia e materiais próprios, não isenta o formador de pensar quais as razões da sua luta, quais as razões do seu objectivo, o que implica a criação ou aceitação de limites ou regras. Maria João sabe perfeitamente essa condição, porque a condição sobra mesmo quando traída com talento. Neste caso, a pintora está sobretudo ao serviço de si mesma, legando a alguém, a verdade da obra ser um destino de vida.
ROCHA DE SOUSA _2010



Curriculum de Maria João Franco
• Maria João Franco nasceu em Leiria em 1945.
Tem o curso de Pintura da Escola de Belas Artes de Lisboa.
Frequentou o curso de Arquitectura de Belas Artes do Porto.

• EXPOSIÇÕES COLECTIVAS
participou em colectivas desde 1982 com destaque para:
1982- “Pequeno Formato”- SNBA (Sociedade Nacional de Belas Artes),Lisboa.
1983- “Pequeno Formato”- SNBA (Sociedade Nacional de Belas Artes),Lisboa.
“Artistas da SNBA”- Lisboa.
1984- “Exposição comemorativa do 10º Aniversário do 25 de Abril” , Lisboa
“Portugal em Abril”- Palácio da Cidadela , Cascais.
1984/85-“Homenagem dos Artistas Portugueses a Almada Negreiros” , Lisboa.
1985- “II Bienal Nacional de Desenho “- Cooperativa Arvore, Porto;
SNBA, Lisboa;
“Jovens Pintores” Galeria Almada Negreiros, Lisboa.
1986- “III Exposição de Artes Plásticas”- 30º Aniversário da Fundação
Calouste Gulbenkian , Lisboa.
1987- “IV Prémio da Grabado Maximo Ramos”- Ferrol/Corunha, Espanha;/ “IV Exposição de Gravura”- Cooperativa de Gravadores Portugueses , Gravura/Fundação Calouste Gulbenkian – Lisboa / Exposição de Gravura comemorativa do Ano Europeu do Ambiente – Portugal, Espanha ;França, Inglaterra e Alemanha; / “Colectiva de Pintura”- Museu Grão Vasco./ “I Concurso de Desenho Perez Villaamil”- Museu Municipal , Bello Piñero, Ferrol (Corunha), Espanha; / “III Bienal Nacional de Desenho”- Cooperativa Arvore, Porto./ Colectiva da Inauguração da Galeria VO- Lisboa.
1988- “Risco Inadiável”- ESBAL;/ Inauguração da Galeria Municipal de Vila Franca de Xira;/ “V Prémio de Grabado Maximo Ramos”- Ferrol (Corunha), Espanha./ “Salão de Gravura Luso – Brasileira” – Estoril;/ “MoMarte” – Vila do Conde;/ I Aniversário da Galeria VO –Lisboa ;/ “I Bienal de Gravura da Amadora “ – C.M. Amadora, Galeria Municipal Amadora /Arvore , Porto;/ “II Concurso de Desenho Artístico Perez Villaamil” – Ferrol (Corunha), Espanha.
1989- “III Bienal de Escultura e Desenho das Caldas da Rainha”- Atelier Museu
António Duarte, Caldas da Rainha;/ “Mulheres Pintoras” – Galeria Municipal de Vila Franca de Xira;/ “VII Prémio de Grabado Maximo Ramos” –Ferrol(Corunha) ,Espanha;/ “Colectiva de Gravura” Galeria Municipal de Almada.
1990- “Colectiva de Pintura” - Galeria S. Francisco, Lisboa; / “Colectiva de Desenho”- Galeria S. Francisco , Lisboa;
1990/91 – “Colectiva de Pintura no Aniversário da Morte de José Régio
Galeria Municipal de Portalegre.
1991- “9+2+3”-Galeria Neupergama, Torres Novas.
1992- “Unidade e Conflito na Arte Contemporânea”- Galeria Municipal de Almada;/
“Arte Contemporânea” – Galeria Santa Justa, Lisboa;/ Galeria Quattro –Leiria.
1993- “4ª Bienal das Caldas da Rainha”- Galeria Quattro- Leiria.
1994- Galeria Quattro – Leiria.
1995- Galeria Quattro – Leiria; /“Bienal da Festa do Avante”- Lisboa.
1997- “I Bienal do Alentejo”- Beja, Vendas Novas;/ “I Salão de Arte Internacional da Moita”- Moita;/ “X Bienal da Festa do Avante” – Lisboa; “25º Aniversário da A.P.D.” – Lisboa;/ Inauguração da Galeria 57 – Leiria.
1998- Colectiva de Pintores de Leiria – Galeria 57, Leiria;/Exposição no congresso de Sexologia Clínica – Hospital Júlio de Matos , Lisboa;/ Desenho e Pintura Galeria Trema – Lisboa;/ II Exposição do espólio da Câmara Municipal da Amadora.
1999 - “ArsMultiplica” Rheine ,Alemanha /Leiria , Portugal
2000- Colectiva “500 anos depois”- Galeria de exposições Hotel Meridian, Salvador da
Bahia ./ Galeria 57 – Leiria (com o alto patrocínio da presidência da República)/ Intercâmbio Cultural Palácio das Artes, Belo Horizonte – galeria 57- Leiria;/ Aniversário da Galeria 57, Leiria

1.

; / Colectiva da Galeria Trema – FAC (Feira de Arte Contemporânea), Lisboa;/ Colectiva de Natal – Galeria 57, Leiria/ Colectiva Galeria 57 – Leiria –Exposalão, Batalha.
2001- Galeria Trema – Lisboa/ Galeria 65-A – Lisboa
2002- Galeria VO- Lisboa /Galeria Sacramento – Aveiro
2003- Galeria Sacramento – Aveiro /Galeria Perve –Lisboa
2005 - "universos femininos" Galeria Corrented'Arte –Lisboa / Feira de Arte Contemporânea- Galeria SãoFrancisco - Lisboa
2006 - Arte na Planície - Montemor o Novo
2007 – ART MADRID – Homenagem a Mário Cesariny – FEIRA DE ARTE
CONTEMPORÂNEA DE MADRID
2008- Colectiva de Verão do MAC-Movimento Arte Contemporânea-Lisboa;/Colectiva de verão da Galeria São Mamede-Lisboa;/ Colectiva de Natal do MAC-Movimento Arte Contemporânea-Lisboa
2009 - “8 MULHERES”- Fundação Oriente-Delegação de Macau-China/Galeria 57-Leiria-Portugal;/ Kun St art 2009 ,Bolzano – Galeria 57,Leiria.Potugal/Bolzano-Itália;/ 13th Shanghai Art Fair – Galeria 57 Leiria.Portugal/Shangai-China; / “A Arte não se mede aos palmos” – NUNO SACRAMENTO – GaleriadeArte ;/Contemporânea-Aveiro-Portugal;/“ MAC’15ºAniversárioMAC-Movimento Arte Contemporânea-Lisboa;/Colectiva de Verão – Galeria São Mamede - Lisboa
2010_”homenagem à Vagina” ARC16 galeria-Faro/ Colectiva de verão da Galeria São Mamede,Lisboa/ Colectiva comemorativa do 16º aniversário do MAC – Movimento Arte Contemporânea,
”O Fado” _ Paula Cabral Art Gallery_ Lisboa

• EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS
1985-“A Galeria”, Cascais;
1987- “Casa de Bocage”, Setúbal;
1988- Galeria Voz do Operário , Lisboa;
Galeria Quattro , Leiria ;
Galeria S. Francisco, Lisboa.
1989- Galeria Quattro , Leiria.
1990 - Alfa Mixta , Lisboa;
Galeria Municipal de Portalegre , Portalegre.
1991 - Galeria S. Francisco , Lisboa;
Galeria da Praça , Porto.
1993 - Convento do Baeto , Lisboa.
1994 – Galeria Quattro , Leiria.
1995 - Galeria do Casino da Figueira da Foz.
1996 – Galeria 65A , Lisboa.
1997 – “Um olhar de Pele” – Galeria Municipal da Amadora;
Edifício Chiado, Coimbra;
“Memórias” – Inauguração da Casa Miguel Franco;
“Estorias do Corpo”- Museu Municipal Dr. Santos Rocha , Figueira da Foz. 1998 – “Novos Fragmentos” – Galeria Municipal Gymnasio , Lisboa;
“Nós, os outros”- Galeria 65A , Lisboa.
1999 – “Corpos Estranhos” Galeria Trema, Lisboa;
“Percursos”- Cooperativa Arvore , Porto;
“Tempo de o senso e o Ser” – Galeria 57, Leiria.
2002 – “Novas Estórias do Corpo” – Galeria 65A – Lisboa
2004 – “Nós, os Nús e os outros objectos” – Galeria Perve – Lisboa.
“ Lírica do nu entre as sombras” – Galeria Sacramento – Aveiro
2005 –“lugar dos desencontros ou sítios da memória” – Espaço Chiado - Coimbra
"lugar dos desencontros ou sítios da memória"2 - Espaço Alfama - Lisboa
2005 - "tu vens tão perto que a distância existe" - Centro de Arte Contemporânea da Amadora
2006 - "MULHER E EU" - MAC- Movimento Arte Contemporânea –Lisboa
2007 – “ENCONTROS estorias…” - MAC Movimento Arte Contemporânea
2008- “Tu não aconteces quando eu te quero”
Museu da Água da EPAL-Lisboa
MAC - Movimento Arte Contemporânea - Lisboa
2009-“não! não abro mão da minha maré” MAC-Movimento Arte Contemporânea-Lisboa
2010- “esta pele que dispo para nela te envolver” Galeria Municipal Artur Bual – Amadora
“o rio largo da minha memória” – ARC16 galeria – Faro
“à tua procura,sim!” _ Galeria Municipal de Vila Real de Santo António




• PRÈMIOS

1987 – Prémio de edição na “IV Exposição Nacional de Gravura” – Gravura/Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa; 1º Prémio do concurso de Gravura Integrado no Ano Europeu do Ambiente Setúbal/Beauvais.


2006 – Prémio MAC Carreira 2006 – MAC Movimento Arte Contemporânea – Lisboa
2007- Prémio MAC Prestígio 2007 – MAC Movimento Arte Contemporânea – Lisboa
2008 - Prémio MAC Prestígio 2008 – MAC Movimento Arte Contemporânea – Lisboa
Prémio MAC Pintura 2008 – MAC Movimento Arte Contemporânea – Lisboa
2009- Prémio MAC Prestígio2009 - MAC Movimento Arte Contemporânea – Lisboa
2010- Prémio MAC’Hilário Teixeira Lopes –MAC Movimento Arte Contemporânea – Lisboa
Prémio MAC’2010 Colaboração e Divulgação Cultural - MAC Movimento Arte Contemporânea – Lisboa

• REPRESENTAÇÕES
Museu de Setúbal; Cooperativa dos Gravadores Portugueses, Gravura em Lisboa; Culturgest, Lisboa;Museu Armindo Teixeira Lopes, Mirandela;Acervo da C.M. Lisboa, Coimbra, Amadora e Abrantes;Teatro Miguel Franco, com painel alusivo à obra “O Motim”, daquele autor;Colecções particulares em Portugal, Itália, Espanha, França, Suíça, Brasil, EUA e Holanda.Museu da Água da EPAL, Lisboa
Em 1997 executou um cartão de tapeçaria para Manufactura de Tapeçarias de Portalegre,que foi oferecida por aquele Municipio ao Presidente Jorge Sampaio


• Trabalha em cerâmica artística a convite da Keramos – Condeixa.
• Convidada pela Foundation for the Support of Monastery Bentlage para participar no International Summer Workshop em Rheine – Alemanha Agosto 2005.


sábado, agosto 07, 2010

Arte solidária_Galeria 57/ATIM_Macau


" novas estórias"_Maria João Franco

"jornal intimo"_Maria João Franco

sexta-feira, julho 30, 2010

"O Fado" _ Paula Cabral Art Gallery


Inteiramente consagrado ao universo da canção urbana de Lisboa, o Museu do Fado abriu as suas portas ao público a 25 de Setembro de 1998 celebrando o valor excepcional do Fado como símbolo identificador da Cidade de Lisboa, o seu enraizamento profundo na tradição e história cultural do País, o seu papel na afirmação da identidade cultural e a sua importância como fonte de inspiração e de troca inter cultural entre povos e comunidades.
O Museu do Fado integra várias valências, para além da sua exposição permanente: um Centro de Documentação, uma Escola (com cursos de guitarra portuguesa e gabinete de canto) uma Loja temática, um auditório com programação regular de eventos, bem como um espaço de restauração/cafetaria.
Desde a sua abertura ao público, para o Museu têm convergido os espólios de centenas de intérpretes, autores, compositores, músicos, construtores de instrumentos, estudiosos e investigadores, artistas profissionais e amadores, em suma, de centenas de personalidades que testemunharam e construíram a história do Fado e que não hesitaram em ceder-nos os testemunhos do seu património afectivo e memorial para a construção de um projecto colectivo.
A todos eles o Museu presta a sua homenagem, investigando, conservando e promovendo as singularidades desta arte performativa, oriunda nos bairros históricos de Lisboa.

Entirely devoted to Lisbon's urban song universe, Museu do Fado opened its doors to the public on the 25 September 1998, celebrating Fado’s exceptional value as an identifying symbol of the City of Lisbon, its deep roots in the tradition and cultural history of the country, its role in the cultural identity statement and its importance as an inspiration source and intercultural trade between people and communities.
Apart from its permanent exhibit, Museu do Fado comprises a Documentation Centre, a School (offering Portuguese guitar and singing lessons), a thematic shop, an auditorium with a regular schedule of events and a restaurant/cafeteria area.
Since its opening to the public, the Museum received the spoils of hundreds of interpreters, authors, composers, musicians, instrument builders, students and investigators, professional and amateur artists; that is, hundreds of personalities who witnessed and built Fado’s history and did not hesitate to give us the testimonies of their affective and memorial patrimony in order to create a common project.
Museu do Fado pays tribute to all of them, investigating, maintaining and promoting the singularities of this performing art, born in Lisbon’s historic neighbourhoods.
Estimados amigos, coleccionadores e visitantes
A Paula Cabral Galeria tem o prazer de se associar à iniciativa recentemente aprovada, por unanimidade, na Assembleia Municipal de Lisboa, à Candidatura do FADO, como Património Cultural e Imaterial da Humanidade.
  • Além desta mostra que inaugura no próximo dia 27 de Julho pelas 21h30, com o apoio do Museu do Fado, a Galeria convida-o igualmente a assistir aos seguintes eventos, decorrentes desta Exposição Colectiva que estará patente até 31 de Agosto
    Dia 29 de Julho às 19h00 - Conferência com Daniel Gouveia sobre o Fado acompanhado pelo guitarrista Tiago Morna para fazer algumas demonstrações deste género musical.
    Dia 20 de Agosto às 21h30 – Fado vadio

    Horário de Verão da Galeria: Terças a Sábados, das 15h00 às 22h00