pintura

quinta-feira, agosto 19, 2010

"à tua procura,sim" na Galeria do Arquivo Municipal de Vila Real de Santo António

"à tua procura, sim!"

A convite da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António

Maria João Franco

vai inaugurar a 25 de Agosto pelas 18 horas

na Galeria do Arquivo Municipal

a exposição de pintura

"à tua procura, sim"

Av. Da República ,Torreão Sul

Comissário: Dr José Mendes de Morais

O Arquivo Municipal de Vila Real de Santo António convida V.Exa para a
inauguração da exposição de pintura de Maria João Franco, a realizar no nosso espaço
em Vila Real de Santo António na Av. Da República ,Torreão Sul o dia 25 de Agosto de 10 pelas 18h00.
Comissário: Dr José Mendes de Morais


A exposição estará patente até dia 25 de Setembro

dentro do horário de funcionamento
daquele espaço.
Mês de Agosto:das 9.h30m às 21h.
Meses de Setembro e Outubro :das 9h30m às 16h30m (fechado na hora de almoço)


A exposição estará patente até dia 25 de Outubro, dentro do horário de funcionamento
daquele espaço.
Mês de Agosto:das 9.h30m às 21h.
Meses de Setembro e Outubro :das 9h30m às 16h30m (fechado na hora de almoço)




OBRA ENQUANTO VIDA
Foi numa espécie de silêncios ensurdecedores que Maria João Franco sobreviveu, emergiu várias vezes, e solta agora, ao expor mais uma vez, o seu grito de intransigência perante as «forças» que carreiram modos, modas, os autores e ordens em vigor, com frequentes violações do trabalho independente, para a constelação internacional, sucesso a termo, porque outras barreiras selectivas e obscuras existirão neste século.Desde longa data que Maria João Franco foi dando prioridade a um discurso matérico e de alguma violência, proferido entre uma abstracção de teor expressionista e a convocação rochosa do corpo humano — ou do corpo simplesmente. Passo a passo, o seu imaginário recebia impressões graves do exterior, da experiência exógena, acabando por devolver às mãos da pintora fragmentos amassados na devida maturação, coisas endógenas, reanimações poéticas da morte e da vida. Tais verdades interiores, sempre em transformação mas nunca em ruptura, contrariavam o terreno minado pela cultura urbana, formações espúrias, filiação nos concursos rápidos ou guerra dos prémios. Com a sua arte reaprendemos algumas versões de valor porventura romântico, até de raiz na memória dos clássicos problematizantes, a par de uma afirmação expressionista (da mesma mágoa) assente mo testemunho de outros renascimentos e no sentido da revolta. A manipulação do gesto, abarcando logo grande parte do campo, entra depois no domínio da pasta, matéria acumulada sobre esboços líquidos. Alguns dos quais parecem despontar propositadamente nas zonas onde a autora preferiu aderir à transparência e por vezes, quando acha necessário conter a catarse, a decisão de aplicar mansas velaturas sobre troncos antropomórficos duros, brutais, escultóricos. Essa aparente moderação lírica avança com um brilho baço sobre aquelas carnações decepadas, de largas texturas e aparência lítica.Esta busca, algo arriscada, passa por matérias e cores sobretudo acinzentadas, exprimindo de facto a pedra da escultura que evoca o corpo, é um trabalho quase contínuo, quase sisifiano, princípio e fim de um todo que também nos pertence, embora sempre nos escape.Anunciada assiduamente pela sua diversidade, o percurso coerente de Maria João Franco parece abalado, sem que as suas bases se ressintam, dado que esse ponto de vista implica diferença, a simbiose entre diferença e semelhança, o que, apesar de todos os paradoxos, confere uma força inusitada a estas massas onde algum fio de sangue aflora, e mesmo nos casos em que a autora representa (na boa memória académica) os nus falsamente envelhecidos na sua intocável frescura.A forma plástica, em Maria João Franco, recupera do espaço da memória, da própria dor, com obstinação, a ideia e a imagem do corpo, mesmo quando este não se aperta entre os limites do campo e se projecta gestualmente no espaço. A liberdade do fazer, no acesso a qualquer metodologia e materiais próprios, não isenta o formador de pensar quais as razões da sua luta, quais as razões do seu objectivo, o que implica a criação ou aceitação de limites ou regras. Maria João sabe perfeitamente essa condição, porque a condição sobra mesmo quando traída com talento. Neste caso, a pintora está sobretudo ao serviço de si mesma, legando a alguém, a verdade da obra ser um destino de vida.
ROCHA DE SOUSA _2010



Curriculum de Maria João Franco
• Maria João Franco nasceu em Leiria em 1945.
Tem o curso de Pintura da Escola de Belas Artes de Lisboa.
Frequentou o curso de Arquitectura de Belas Artes do Porto.

• EXPOSIÇÕES COLECTIVAS
participou em colectivas desde 1982 com destaque para:
1982- “Pequeno Formato”- SNBA (Sociedade Nacional de Belas Artes),Lisboa.
1983- “Pequeno Formato”- SNBA (Sociedade Nacional de Belas Artes),Lisboa.
“Artistas da SNBA”- Lisboa.
1984- “Exposição comemorativa do 10º Aniversário do 25 de Abril” , Lisboa
“Portugal em Abril”- Palácio da Cidadela , Cascais.
1984/85-“Homenagem dos Artistas Portugueses a Almada Negreiros” , Lisboa.
1985- “II Bienal Nacional de Desenho “- Cooperativa Arvore, Porto;
SNBA, Lisboa;
“Jovens Pintores” Galeria Almada Negreiros, Lisboa.
1986- “III Exposição de Artes Plásticas”- 30º Aniversário da Fundação
Calouste Gulbenkian , Lisboa.
1987- “IV Prémio da Grabado Maximo Ramos”- Ferrol/Corunha, Espanha;/ “IV Exposição de Gravura”- Cooperativa de Gravadores Portugueses , Gravura/Fundação Calouste Gulbenkian – Lisboa / Exposição de Gravura comemorativa do Ano Europeu do Ambiente – Portugal, Espanha ;França, Inglaterra e Alemanha; / “Colectiva de Pintura”- Museu Grão Vasco./ “I Concurso de Desenho Perez Villaamil”- Museu Municipal , Bello Piñero, Ferrol (Corunha), Espanha; / “III Bienal Nacional de Desenho”- Cooperativa Arvore, Porto./ Colectiva da Inauguração da Galeria VO- Lisboa.
1988- “Risco Inadiável”- ESBAL;/ Inauguração da Galeria Municipal de Vila Franca de Xira;/ “V Prémio de Grabado Maximo Ramos”- Ferrol (Corunha), Espanha./ “Salão de Gravura Luso – Brasileira” – Estoril;/ “MoMarte” – Vila do Conde;/ I Aniversário da Galeria VO –Lisboa ;/ “I Bienal de Gravura da Amadora “ – C.M. Amadora, Galeria Municipal Amadora /Arvore , Porto;/ “II Concurso de Desenho Artístico Perez Villaamil” – Ferrol (Corunha), Espanha.
1989- “III Bienal de Escultura e Desenho das Caldas da Rainha”- Atelier Museu
António Duarte, Caldas da Rainha;/ “Mulheres Pintoras” – Galeria Municipal de Vila Franca de Xira;/ “VII Prémio de Grabado Maximo Ramos” –Ferrol(Corunha) ,Espanha;/ “Colectiva de Gravura” Galeria Municipal de Almada.
1990- “Colectiva de Pintura” - Galeria S. Francisco, Lisboa; / “Colectiva de Desenho”- Galeria S. Francisco , Lisboa;
1990/91 – “Colectiva de Pintura no Aniversário da Morte de José Régio
Galeria Municipal de Portalegre.
1991- “9+2+3”-Galeria Neupergama, Torres Novas.
1992- “Unidade e Conflito na Arte Contemporânea”- Galeria Municipal de Almada;/
“Arte Contemporânea” – Galeria Santa Justa, Lisboa;/ Galeria Quattro –Leiria.
1993- “4ª Bienal das Caldas da Rainha”- Galeria Quattro- Leiria.
1994- Galeria Quattro – Leiria.
1995- Galeria Quattro – Leiria; /“Bienal da Festa do Avante”- Lisboa.
1997- “I Bienal do Alentejo”- Beja, Vendas Novas;/ “I Salão de Arte Internacional da Moita”- Moita;/ “X Bienal da Festa do Avante” – Lisboa; “25º Aniversário da A.P.D.” – Lisboa;/ Inauguração da Galeria 57 – Leiria.
1998- Colectiva de Pintores de Leiria – Galeria 57, Leiria;/Exposição no congresso de Sexologia Clínica – Hospital Júlio de Matos , Lisboa;/ Desenho e Pintura Galeria Trema – Lisboa;/ II Exposição do espólio da Câmara Municipal da Amadora.
1999 - “ArsMultiplica” Rheine ,Alemanha /Leiria , Portugal
2000- Colectiva “500 anos depois”- Galeria de exposições Hotel Meridian, Salvador da
Bahia ./ Galeria 57 – Leiria (com o alto patrocínio da presidência da República)/ Intercâmbio Cultural Palácio das Artes, Belo Horizonte – galeria 57- Leiria;/ Aniversário da Galeria 57, Leiria

1.

; / Colectiva da Galeria Trema – FAC (Feira de Arte Contemporânea), Lisboa;/ Colectiva de Natal – Galeria 57, Leiria/ Colectiva Galeria 57 – Leiria –Exposalão, Batalha.
2001- Galeria Trema – Lisboa/ Galeria 65-A – Lisboa
2002- Galeria VO- Lisboa /Galeria Sacramento – Aveiro
2003- Galeria Sacramento – Aveiro /Galeria Perve –Lisboa
2005 - "universos femininos" Galeria Corrented'Arte –Lisboa / Feira de Arte Contemporânea- Galeria SãoFrancisco - Lisboa
2006 - Arte na Planície - Montemor o Novo
2007 – ART MADRID – Homenagem a Mário Cesariny – FEIRA DE ARTE
CONTEMPORÂNEA DE MADRID
2008- Colectiva de Verão do MAC-Movimento Arte Contemporânea-Lisboa;/Colectiva de verão da Galeria São Mamede-Lisboa;/ Colectiva de Natal do MAC-Movimento Arte Contemporânea-Lisboa
2009 - “8 MULHERES”- Fundação Oriente-Delegação de Macau-China/Galeria 57-Leiria-Portugal;/ Kun St art 2009 ,Bolzano – Galeria 57,Leiria.Potugal/Bolzano-Itália;/ 13th Shanghai Art Fair – Galeria 57 Leiria.Portugal/Shangai-China; / “A Arte não se mede aos palmos” – NUNO SACRAMENTO – GaleriadeArte ;/Contemporânea-Aveiro-Portugal;/“ MAC’15ºAniversárioMAC-Movimento Arte Contemporânea-Lisboa;/Colectiva de Verão – Galeria São Mamede - Lisboa
2010_”homenagem à Vagina” ARC16 galeria-Faro/ Colectiva de verão da Galeria São Mamede,Lisboa/ Colectiva comemorativa do 16º aniversário do MAC – Movimento Arte Contemporânea,
”O Fado” _ Paula Cabral Art Gallery_ Lisboa

• EXPOSIÇÕES INDIVIDUAIS
1985-“A Galeria”, Cascais;
1987- “Casa de Bocage”, Setúbal;
1988- Galeria Voz do Operário , Lisboa;
Galeria Quattro , Leiria ;
Galeria S. Francisco, Lisboa.
1989- Galeria Quattro , Leiria.
1990 - Alfa Mixta , Lisboa;
Galeria Municipal de Portalegre , Portalegre.
1991 - Galeria S. Francisco , Lisboa;
Galeria da Praça , Porto.
1993 - Convento do Baeto , Lisboa.
1994 – Galeria Quattro , Leiria.
1995 - Galeria do Casino da Figueira da Foz.
1996 – Galeria 65A , Lisboa.
1997 – “Um olhar de Pele” – Galeria Municipal da Amadora;
Edifício Chiado, Coimbra;
“Memórias” – Inauguração da Casa Miguel Franco;
“Estorias do Corpo”- Museu Municipal Dr. Santos Rocha , Figueira da Foz. 1998 – “Novos Fragmentos” – Galeria Municipal Gymnasio , Lisboa;
“Nós, os outros”- Galeria 65A , Lisboa.
1999 – “Corpos Estranhos” Galeria Trema, Lisboa;
“Percursos”- Cooperativa Arvore , Porto;
“Tempo de o senso e o Ser” – Galeria 57, Leiria.
2002 – “Novas Estórias do Corpo” – Galeria 65A – Lisboa
2004 – “Nós, os Nús e os outros objectos” – Galeria Perve – Lisboa.
“ Lírica do nu entre as sombras” – Galeria Sacramento – Aveiro
2005 –“lugar dos desencontros ou sítios da memória” – Espaço Chiado - Coimbra
"lugar dos desencontros ou sítios da memória"2 - Espaço Alfama - Lisboa
2005 - "tu vens tão perto que a distância existe" - Centro de Arte Contemporânea da Amadora
2006 - "MULHER E EU" - MAC- Movimento Arte Contemporânea –Lisboa
2007 – “ENCONTROS estorias…” - MAC Movimento Arte Contemporânea
2008- “Tu não aconteces quando eu te quero”
Museu da Água da EPAL-Lisboa
MAC - Movimento Arte Contemporânea - Lisboa
2009-“não! não abro mão da minha maré” MAC-Movimento Arte Contemporânea-Lisboa
2010- “esta pele que dispo para nela te envolver” Galeria Municipal Artur Bual – Amadora
“o rio largo da minha memória” – ARC16 galeria – Faro
“à tua procura,sim!” _ Galeria Municipal de Vila Real de Santo António




• PRÈMIOS

1987 – Prémio de edição na “IV Exposição Nacional de Gravura” – Gravura/Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa; 1º Prémio do concurso de Gravura Integrado no Ano Europeu do Ambiente Setúbal/Beauvais.


2006 – Prémio MAC Carreira 2006 – MAC Movimento Arte Contemporânea – Lisboa
2007- Prémio MAC Prestígio 2007 – MAC Movimento Arte Contemporânea – Lisboa
2008 - Prémio MAC Prestígio 2008 – MAC Movimento Arte Contemporânea – Lisboa
Prémio MAC Pintura 2008 – MAC Movimento Arte Contemporânea – Lisboa
2009- Prémio MAC Prestígio2009 - MAC Movimento Arte Contemporânea – Lisboa
2010- Prémio MAC’Hilário Teixeira Lopes –MAC Movimento Arte Contemporânea – Lisboa
Prémio MAC’2010 Colaboração e Divulgação Cultural - MAC Movimento Arte Contemporânea – Lisboa

• REPRESENTAÇÕES
Museu de Setúbal; Cooperativa dos Gravadores Portugueses, Gravura em Lisboa; Culturgest, Lisboa;Museu Armindo Teixeira Lopes, Mirandela;Acervo da C.M. Lisboa, Coimbra, Amadora e Abrantes;Teatro Miguel Franco, com painel alusivo à obra “O Motim”, daquele autor;Colecções particulares em Portugal, Itália, Espanha, França, Suíça, Brasil, EUA e Holanda.Museu da Água da EPAL, Lisboa
Em 1997 executou um cartão de tapeçaria para Manufactura de Tapeçarias de Portalegre,que foi oferecida por aquele Municipio ao Presidente Jorge Sampaio


• Trabalha em cerâmica artística a convite da Keramos – Condeixa.
• Convidada pela Foundation for the Support of Monastery Bentlage para participar no International Summer Workshop em Rheine – Alemanha Agosto 2005.


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